terça-feira, 30 de dezembro de 2008

MENSAGEM DE ANO NIVO



Porque não estarei cá nos últimos momentos deste 2008, nem nos primeiros de 2009, deixo-vos a minha mensagem com base nesta Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore.

Ela encerra muito daquilo que te pode, que nos pode fazer felizes.

Até ao Ano!
LICAS


Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio.
Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos.
Diz a tua verdade quietamente, claramente.
Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar.
Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito.
Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu.
Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.
Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida.
Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos.
Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.
Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude.
Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas.
Mas não inventes falsos infortúnios.
Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão.
Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.
Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida.
Apesar das suas falsidades, das suas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela.
Sê cuidadoso.
LUTA POR SERES FELIZ!.

sábado, 27 de dezembro de 2008

AS MINHAS DECORAÇÕES DE NATAL

SIMPLES COMO EU, MAS EXECUTADAS COM AFECTO PARA TODOS OS QUE DELAS USUFRUIRAM PESSOALMENTE E AGORA PARA TODOS VÓS, AMIGOS VIRTUAIS, A QUEM SAÚDO COM AMIZADE.
UM ABRAÇO


LICAS

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL PARA OS QUE ME TÊM ACOMPANHADO NESTA CAMINHADA.




Nesta quadra de alegria e reflexão, agradeço ao Menino Jesus ter-te colocado no meu caminho.
Peço-LHE, que te deixe viver longos anos com Paz, Tranquilidade, Alegria, Saúde, Sucesso e que te revista de muita Força para que venças os dias mais sombrios.

Um Santo Natal!

LICAS

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CONHECE OS SEM-ABRIGO?




Ultimamente e sobretudo nesta época natalícia, muito se fala dos Sem-Abrigo.
O que sabem desta faixa da população portuguesa que, devido à crise instalada no país e até no mundo, tem alargado muitíssimo?
Muita gente, mesmo entidades públicas, supõe que o Sem-Abrigo é um velhinho, pobre inculto, sem família, ABANDONADO.
Também é, mas não só.
Poder-se-á hoje concluir que a larga maioria se situa na faixa etária dos 35-40 anos, com predominância do sexo masculino, muitos deles com formação académica média, ou mesmo superior, com família, mas que, por própria culpa, ou dos que o rodeiam ou ainda da crise laboral, se vêm com todos os laços cortados.
Entram num desnorte, que os leva à desorientação, à perda de valores e finalmente à total exclusão social.
A auto-estima perde-se, o amor próprio também e ficam apenas entregues ao seu lado vegetativo e por vezes até irracional.
Se têm a sorte de serem encontrados, e terem quem lhes estenda a mão, os trate e acompanhe física e psicologicamente e lhes dê a possibilidade de viverem com uma certa dignidade e conseguem reerguer-se, ou então a degradação começa a ser cada vez maior e depois dificilmente se consegue inverter a situação.
Falo com experiência, porque acompanho há muito a Instituição mais antiga do país, que desde 1881 se dedica aos Sem-Abrigo, 365 dias por ano, oferecendo-lhes jantar, cama, artigos de higiene, roupa lavada e pequeno almoço. A partir de Janeiro os utentes que queiram incluir-se num programa de reinserção terão também o almoço e lanche e actividades durante todo o dia.
Para além disso, através da Equipa Técnica é-lhes disponibilizado apoio médico, psicológico e social, que procurando sempre que possível a reintegração não apenas a nível familiar, como no mercado do trabalho.
Não é fácil lidar com esta população, porque também não é fácil “apanhá-los” logo que assumem o estatuto de Sem-Abrigo, pelo que quando chegam já adquiriram vícios e formas de estar algo difíceis de mudar.
Eu e uma colega em conjunto com a Equipa Técnica, começámos a trabalhar com um grupo de 12 pessoas, no sentido de as tirar o maior tempo possível da rua e descobrirmos as suas capacidades e a vontade de evoluírem.
Foi criado um atelier, com o intuito de preparar o Natal.
Executaram-se trabalhos com papel e outros materiais reciclados, despertou-se o gosto pela leitura e escrita, valorizou-se a auto-estima, criou-se um grupo coral que actuará na festa de Natal e editou-se o 1º jornal, com artigos dos próprios utentes e de todas as pessoas da Instituição que desejassem colaborar.
Foi mês e meio de dedicação e de integração total.
Descobrimos valores escondidos, emoções e frustrações partilhadas, risos, choro, algumas desistências, mas chegámos ao dia de hoje – Festa de Natal – com 9 utentes que irão actuar no coro e na declamação de poemas.
Estão felizes e sobretudo muito valorizados.
Este atelier, que será alargado gradualmente, irá continuar, com alguma formação e o desenvolvimento de outras actividades.
Posso, para terminar, fazer uma pequena analogia. Passei a minha vida profissional a leccionar em escola com crianças mais ou menos complicadas e garanto que a forma de actuar para com os Sem –Abrigo faz uma ténue diferença, o que nos leva a concluir mais outra característica desta população – a infantilização com todas as características que lhe são inerentes: a distração, a mentira ocasional, a desculpa esfarrapada, a criatividade e a necessidade de uma estimulação constante.
Termino citando o nome da Instituição a que me referi, para que um dia tenham vontade de a conhecer, partilhar, nela trabalhando como voluntários.
ASSOCIAÇÃO DOS ALBERGUES NOCTURNOS DO PORTO
alberguesnoctporto.no.sapo.pt

Espero ter despertado algum interesse por esta problemática que poderão aprofundar no livro:
VIDAS À PARTE – PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Poderão pedi-lo para:
albergues@sapo.pt

A Instituição e os Sem-Abrigo da Cidade do Porto agradecem.

sábado, 13 de dezembro de 2008

UMA VERDADEIRA HISTÓRIA DE NATAL

Era uma Noite de Natal fria e estrelada..
Num prédio arte nova, numa das antigas ruas do Porto, uma criança vivia cada minuto mágico, onde tudo e todos pareciam ter sido vestidos de luz e cor.
Era a azáfama costumada…
Um vaivém entre a cozinha e a sala.
Da mesa levantavam-se os pratos do bacalhau e as travessas com os pedaços que no dia seguinte se converteriam em farrapo velho.
Mas a mesa com a toalha de festa, parecia pedir para não ficar vazia e, como por encanto, de novo se encheu de rabanadas, aletria, sonhos, bolo rei e tantas outras iguarias das quais sobressaia o cheireinho a canela.

Mas a criança, saltava de um lado para o outro …
Não era bem disto que esperava.
Chegava-se junto dos Pais e perguntava:
- Ainda falta muito?
Ela esperava o Pai Natal velhinho que lhe iria provar se durante o ano se portou bem ou mal.
- Papá, eu portei-me bem, não portei?
- E a Mamã acha que sim?
- O Pai Natal tem força para trazer tudo, a todos os meninos?
- E eu vou vê-lo?
- Vá lá! Comam depressa que ele deve estar a chegar.

O Pai levantou-se, pegou na criança ao colo e abeirou-se da janela.
A rua estava deserta e silenciosa.
Nas outras casas luziam alguns pinheiros de Natal.
No céu escuro, aninhavam-se as estrelas, que pareciam brilhar mais do que nos outros dias.

- Vês aquela estrela ali? Perguntou o Pai
Sim, a menina via, não uma, mas muitas estrelinhas, que tremelicavam no céu.
- Qual Papá?
- Aquela ali maior e com mais luz.
Sim, a menina via aquela estrela e conseguiu no seu imaginário ampliá-la, para que lá coubesse o Pai Natal, as renas e os brinquedos, como o Pai lhe dizia.
Nunca mais despregou os olhitos daquela luz… E quanta luz dela emanava.
Bastou porém um ruído no interior da casa…
De imediato deixou de ver a estrela maior e acreditou que afinal o Pai Natal tinha chegado e descido pela chaminé.
A criança correu tão excitada quanto incrédula.
Viu os presentes no chão e com as lágrimas a correrem-lhe pela face, garantia ainda ter visto os pés do Pai Natal.

Ela não mentia!
Apenas acreditava no seu sonho.

Esta imagem perdurou no tempo…

Os anos passaram-se
Os cabelos embranqueceram
A vista cansada ainda reconhece a tal estrela grande e luminosa onde se escondia o velhinho das barbas e as renas envelhecidas, .mas a menina/mulher, agora só consegue fazê-lo através dos olhitos dos seus netos,
Para ela existem sim, talvez com mais brilho ainda, outras estrelas que todas as noites a iluminam e a quem dirige a última palavra do dia
Nessas estrelas moram aqueles que a amaram e que fizeram dos seus natais de criança, verdadeiras
noites de magia.

Boa Noite Mãe!
Boa Noite Pai!
Este é o nosso Natal.

domingo, 7 de dezembro de 2008

PRENDINHAS DE NATAL

O Natal está aí!
Nesta altura acariciamos os que nos são próximos de uma forma mais visível, deixando por vezes nas suas mãos algo de nós.
Comecei em Setembro a trabalhar para conseguir aconchegar simbolicamente aqueles que amo, não desperdiçando dinheiro, mas mostrando que eles estão sempre no meu coração.
Deixo-vos o que fiz. Nada de materialmente significativo, mas com toda a ternura.











domingo, 30 de novembro de 2008

ESTÁ A CHEGAR O NATAL !!!


É verdade!
O Natal da minha infância onde cabia apenas a alegria da família reunida, o calor que dela emanava, o cheirinho às goluseimas, o mistério do Pai Natal e a surpresa das prendas.
O mundo evoluiu e muita coisa mudou, não apenas no nosso modo de viver, mas sobretudo na forma como encaramos os momentos.
Ainda tenho em mim a magia do Natal e quero com muita força transmiti-la aos que me rodeiam. especialmente aos meus pequeninos.
Visto-me de Pai Natal e sinto-lhes o medo, a curiosidade e a alegria do desconhecido.
Mas ...
Quando páro, dou comigo a pensar no mundo em que vivemos. As canções de Natal aparecem no meu espírito, misturadas com o som das bombas e granadas que por esse mundo fora fazem com que as noites se iluminem de tristeza e pânico.
Penso nessas mães que pela primeira vez passarão o Natal, envoltas em núvens escuras de luto e saudade pelos seus filhos.
Vejo as casas sem pão
Vejo os que pelas ruas circulam sem um abraço que os aqueça.
Vejo os hospitais, os lares de 3ª idade...
Vejo as crianças com armas na mão e aquelas com ódio e desprezo no coração.
Vejo os Homens que se degladiam, esquecendo que no dicionário existe a palavra tolerância.
Vejo filhos que maltratam os Pais
Vejo Professores que lutam
Vejo ... Vejo ... Vejo
E penso. - Que é feito do mundo em que cresci?

Fui eu que mudei? Sou eu que começo a desacreditar nele?
Quem sabe!



Talvez tenha sido o medo que passei esta semana quando vi o meu filho, o único filho, em Bombaim no meio de uma luta desigual, sangrenta, fria e calculista, que não lhe dizia respeito, mas pela qual poderia perder -como com muitos aconteceu- a própria vida.

Só tenho a agradecer ao Menino Jesus, ter-me poupado a este desgosto e com a magia possível festejar o Seu dia - O Dia de Natal.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A TOLERÂNCIA CONSTRÓI A PAZ


Ontem, dia 16 de Novembro, celebrou-se o Dia da Tolerância!
Acho um tema interessante para desenvolver, porque cada vez mais este conceito parece estar a desaparecer das nossas vidas e até o seu significado a esbater-se no interior do dicionário.

Citações:
«A tolerância é a caridade da inteligência» (Jules Lemaître).
«Ela implica que os outros não pensem como nós, sem por isso os odiar». (P.H.Spaak).
«A tolerância é este género de sabedoria que ultrapassa o fanatismo, este terrível amor da verdade» (Alain).
«A tolerância é uma ascese no exercício do poder» (Paul Ricoeur).



Vou pois pensar um pouco convosco...

A palavra tolerância, provém da palavra Tolerare que significa etimologicamente sofrer ou suportar pacientemente.
O conceito tolerância radica na aceitação daquilo que se apresenta distinto da maneira de agir, pensar e sentir de cada um.
Este tolerar pode significar uma simples aceitação das diferenças, ou uma capacidade maior de aceitação e integração de alguém que por diferentes razões é diferente de nós próprios.

Talvez se compreenda melhor se recuarmos um pouco até à fundamentação teórica deste conceito e perguntarmos...
Será a tolerância uma exigência moral? Teológica?

Segundo alguns filósofos há quatro perspectivas essenciais sobre a fundamentação da tolerância.

1. A Tolerância como Prudência. Pode tolerar-se por mero calculo, tendo em vista, por exemplo, evitar conflitos quando não se têm a certeza quanto ao desfecho final dos mesmos. Pode também tolerar-se posições contrárias quando não se tem a certeza sobre algo.

2.A Tolerância como Indiferença. Pode tolerar-se por uma questão de princípio relativista. Se aceitarmos que não existem verdades absolutas, então todas as posições se tornam legítimas e aceitáveis. Pode tolerar-se também devido há ausência de convicções e valores próprios. Neste caso aceita-se as ideias do Outro não por respeito, mas porque não se possui nada para opor ou defender. Nesta perspectiva, a tolerância terminar quase sempre no indiferença, onde a verdade e a mentira se equivalem.

3. A Tolerância como Culto das Diferenças.Podemos ser tolerantes por respeito pelas diferenças do Outro. Nas nossas sociedades, este tipo de tolerância manifesta-se frequentemente em relação a duas situações muito distintas: a) Aceitam-se e respeitam-se as diferenças daqueles que outrora foram discriminados, como os homossexuais;
b) Aceitam-se e respeitam-se todas as culturas que antes foram discriminadas ou combatidas. Neste último caso, a sua negação é assumida como um empobrecimento da diversidade cultural da humanidade. Este princípio tem servido tanto para fundamentar o multiculticulturalismo como o racismo e a xenofobia. Na verdade a aceitação da identidade cultural do Outro não significa que o aceitamos como igual, nem sequer que aceitemos conviver no mesmo espaço."Iguais, mas separados" é, não nos podemos esquecer, um dos novos lemas do racismo.

4. A Tolerância como uma exigência dos Direitos Humanos. Desde a antiguidade clássica que a especulação sobre a natureza humana se traduziu na afirmação de que todo o ser humano possui um conjunto de direitos fundamentais ou naturais imutáveis: liberdade, dignidade, etc. Baseado neste pressuposto, John Locke, por exemplo, irá fundamentar a tolerância.

Agora...
É inquestionável que a tolerância não é universal e constante. Tem, como tudo na vida, os seus limites pelo que deve ser exercida conscientemente , respeitando os direitos individuais, incluindo os seus próprios direitos, enquanto ser humano, cidadão, trabalhador ... A tolerância ilimitada e mal dirigida pode levar a dicotomias tão flagrantes que neguem a própria verdade e significado da existência e revertam o fim único desta atitude social ou individual que nos leva, não somente a reconhecer o direito a opiniões diferentes, mas também a difundi-las e manifestá-las pública ou privadamente.

E termino com uma frase de Confúcio, que julgo resumir a essência desta virtude

"Ninguém deve crer que sabe mais que os demais e que a razão está só com ele"

Privilegiar a liberdade sobre qualquer forma de dogmatismo, é a essência da sã convivência entre os homens.
Isto verifica-se na sociedade e muito especialmente nas famílias.
A intolerância creio, é a verdadeira e única razão dos divórcios, da violência doméstica, do desvio dos jovens, do insucesso escolar e de todas as situações angustiantes que povoam o mundo e especialmente, porque nos afecta mais directamente, que afecta Portugal.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

NÂO ME EXCLUO DESTA CLASSE!

Aposentei-me há perto de três anos, após uma linda vida de MUITO e abnegado trabalho como professora. Mesmo assim não consigo excluir-me deste grupo e deixar de sentir com muita intensidade, esta onda de protesto, revolta, insatisfação e tristeza dos meus colegas.
Sei o que para muitos representa verem-se tratados como um bando de incompetentes, apesar das muitas horas de esforço.

Hoje entrei na minha antiga escola.
Era normal encontrarem-se pessoas sorridentes e um ambiente apelativo. O que vi?
Caras cansadas, rostos inexpressivos, lamentos constantes, vontades firmes de abandonarem a sua profissão,,,

Um desencanto que me chocou de sobremaneira. Como me chocou ver as imagens do dia 8 de Novembro.
Dizia-se antigamente que a classe de professores era desunida ... O que a fez virar desta forma?
O que levou tanta gente a perder um fim de semana para gritar a sua intranquilidade?
Só e apenas a imensa angústia que paira na profissão, com enorme prejuízo, disso tenho a certeza, para os milhares de jovens que frequentam as nossas escolas.

Mesmo assim e perante tudo isto, há ainda quem fique impávida, com o seu olhar frio e distante, sem manifestar qualquer vontade para inverter ou amenizar a situação ... Era tão fácil!

Por favor Srª Ministra... Pare para pensar!
Nunca ouviu dizer: Aonde há fumo há fogo??? Pois tenha cuidado porque o fumo está a adensar-se e um dia quando menos esperar o fogo pode transformar o seu próprio rosto numa máscara de dor e de grande sofrimento.
Mas nesse dia ... Pode ser tarde!

A todos os colegas envio o meu forte abraço de solidariedade, mas atrevo-me a pedir-lhes:
Quando voltarem a reunir-se, como aconteceu no dia 8, façam-no com um pouco mais de sobriedade e compostura. As cançõezitas, as t-shirts grafitadas, as gargalhadas, as respostas com menos nível, podem inverter o sentido desta luta e darem motivos palpáveis, aos que pretendem denegrir a nossa imagem.

Vão em frente, mas não se esqueçam que têm muita gente com os olhos postos em vós, sobretudo os vossos alunos, que reagirão convosco, conforme as atitudes que observarem.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

RANKING DAS ESCOLAS !!!!

Embora na qualidade de aposentada e provavelmente um pouco afastada da completa realidade que hoje se vive nas escolas, continuo a ler tudo o que se escreve sobre elas, sobre a qualidade do ensino, das motivações e da falta delas.

Mantenho ainda um contacto muito estreito com as amigas e colegas que fiz durante o meu "tão querido tempo de professora" e confesso que me sinto triste por termos chegado ao ponto a que chegámos...

Só ouço críticas negativas, desmotivação, falta de tempo e disposição para ENSINAR, faltas por doença (verdadeira) em catadupa, aposentações antecipadas ... e sobretudo os alunos a sofrerem na pele todo este estado de coisas, que implicam um menor aproveitamento e se calhar no futuro, uma recordação da escola como um lugar cinzento, sem boas recordações.

O tempo em que havia sempre tempo para ouvir e até acompanhar um aluno passou.
O tempo para que uma disciplina fosse dada de uma forma mais lúdica, mas proveitosa passou.
O que vai ficar na cabecinha deste jovens ????
Geralmente em casa têm, na maioria óptimos pais, mas que trabalham muito para os educar e na escola têm professores que também trabalham muito, mas não têm tempo para eles enquanto jovens e pessoas.
Que pena!
Que será o amanhã?

Agora vieram com o ranking das escolas ...
Que me perdoem algumas dessas escolas, pois até as conheço e sei quanto merecem o lugar que ocupam, mas foquemo-nos por exemplo numa das escolas piores cotadas - Escola do Cerco.
Nunca lá trabalhei, mas fi-lo numa escola do género, com uma comunidade educativa muito complicada. Como será possível comparar-se o incomparável?
Mas o que é certo é que estes professores desta escola, vão ser avaliados com os mesmos critérios da avaliação geral...
Eles que se esforçam mais do que seria humano E JÁ HÁ MUITOS ANOS, sem que os resultados dos alunos sejam no mínimo satisfatórios. Então estes professores vão ser todos corridos a INSUFICIENTE?

Sabem o que eu faria???
Pois é, até me custa afirmá-lo - Corria todos os alunos a notas bem elevadas.
Aliás não seriam os únicos.
Já repararam na discrepância que existem entre as avaliações internas e as de exame externo, de grande parte dos alunos dessas escolas ou colégios que são cotados como os melhores?

Acabe-se com todas essas injustiças!
Avaliem-se sim os professores, mas com regras justas, sérias e que abarquem os que tiveram a sorte de calhar numa D. Maria I, ou no Cerco do Porto.

E já agora, Senhora Ministra, porque não vai trabalhar um ano para esta escola na parte oriental da cidade do Porto? Talvez compreendesse melhor muita coisa e desse ordens mais concisas e profícuas.

Para terminar, envio apenas toda a minha solidariedade para os colegas (que por acaso não conheço nenhum) desta escola do Porto e de todas as escolas do país, onde ensinar é ainda um acto de AMOR.

sábado, 25 de outubro de 2008

O MENINO E OS BOIS




Esta é para mim uma das imagens que mais me tocou.
Numa visita de estudo com alunos da minha escola em que o tema eram os transporte, foi-nos dado contemplar esta doçura de criança que nos seus três anos e meio, já assumia as rédeas dos seus animais.
Deu a todos uma grande lição, que recordo emotivamente, 15 anos depois.
Publico-a, porque tive desde logo autorização dos pais para o fazer.
E por falar nisso ...
Nessa altura publiquei esta fotografia no Jornal de Notícias acompanhada de um poema para celebrar o Dia da Criança.
Na sequência disso, recebo uma carta de um senhor que se dizia escritor de contos infantis, que solicitava a cedência desta fotografia para ilustrar um livro que estaria a escrever.
Respondi ao senhor (depois de ponderar o assunto com as minhas colegas de escola), que sim senhor, desde que ele lhe atribuísse um valor pecuniário simbólico, que seria entregue à criança.
Resposta ...
"Não estou habituado a ter que pagar o que quer que seja. Tudo me é cedido".
Respondi, que provavelmente iria ter lucro com o livro e que esta criança tinha o direito de usufruir de uma parte, mesmo mínima, desse lucro, tanto mais que não tinha uma vida desafogada.

Ainda foi indelicado na nova resposta, mas continuo a achar que actuei como devia.
Hoje faria exactamente o mesmo.

ASSIM COMEÇA O DIA



1 de Outubro - 7h4min - No meu Paraíso sobre o Tâmega

O ARCO ÍRIS



Este foi um dia húmido no fim da Primavera 2008, no lindo lugar da AGRELA - ABRAGÂO - sobranceira ao Tâmega

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A IDADE DO VOSSO CÉREBRO

Hoje é a vez dos jogos!

Vou deixar-vos aqui este que achei muito interessantes e útil,para colocarmos a nossa massa cinzenta a funcionar.
Desde que o conheço que o repito pelo menos 2 vezes por semana, porque desenvolve a nossa atenção e concentração.
Dêm-me a vossa opinião.

Então aí vai ele:

Este jogo japonês vai mostrar pra vc se seu cérebro é mais jovem que vc ou mais velho que o resto do seu corpo!

Como jogar:



1. Tecle 'start'

2. Aguarde pelo 3, 2, 1.

3. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número.

Nota: Comece com o ZERO se ele estiver presente.

4. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro!!!



Boa Sorte!



http://flashfabrica.com/f_learning/brain/brain.html


Divirtam-se

domingo, 19 de outubro de 2008

E PORQUE NÃO????

Olá
Há já muito tempo que não venho até vós, não por falta de tempo, mas porque não encontrei um tema que pusesse à vossa consideração.

Contudo recordo-vos que aqui ficou proposto desde Maio, para uma discussão entre nós, A FAMÍLIA - RFERÊNCIAS E VALORES.
Terminou a participação em fins de Setembro, aderindo apenas uma única amiga.
Compreendo os afazeres de todos, mas acho pena que não façamos um esforço por promover o diálogo alargado sobre temas actuais de tal modo que os saberes e experiências de cada um, contribuissem para uma aprendizagem profícua para todos.
A vida já é tão preenchida de futilidades que, parece-me interessante que cada um, perca uma parte do seu tempo a reflectir sobre o que vale a pena - Problemas comuns do dia a dia, desde temas sociais, económicos, de saúde ...
Não sou de acordo que, por mmuita cultura e preparação intelectual que se tenha, se use uma linguagem complicada, ou se tratem os assuntos de uma forma erudita ou demasiadamente profunda, o que não serviria decerto a todos, mas pelo contrário que cada um simplesmente FALE e PARTILHE.
De novo fico à espera de mais sugestões para que realmente iniciemos os nossos diálogos.

E por falar nisso ... Vou aqui colocar a preocupação de uns pais, que não sabem o que fazer. Se alguém puder dar uma ajuda agradeço.

Estes pais têm uma criança actualmente com 6 anos, que pura e simplesmente não come. Já foi observada por médicos especialistas de várias áreas, que não conseguem descobrir o que se passa. A criança pesa cerca de 8 Kg.

O pouco que souberem sobre o assunto ... será muito para esta família.
Bom fim de semana
Licas

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

ATESTADO MÉDICO ...!

Leiam este texto escrito por um professor de filosofia, que eu não conheço, mas que referenciaram como alguém que escreve semanalmente para o jornal O Torrejano.

Leiam o que este professor escreveu e julgo que concluem ser tudo tristemente verdadeiro...

O ATESTADO MÉDICO
por José Ricardo Costa


Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter
de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no
elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente,
pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada,
por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar
preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala
do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado
médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do
atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença
poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir
deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser
hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso
de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do
padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser
explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os
mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi
ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente.
O
presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional
sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está
doente.
O próprio legislador, que manda a um p rofessor que fica preso no elevador
apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca,
do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil
e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos
de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira
várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia
uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma
predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois
de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que
temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em
Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma
produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me
perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos.
Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal
é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que
significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num
ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá
levar a mal.
Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a
nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a
nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei
que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que
assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não
falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e
com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao
fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos
fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e
culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos
malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a
Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias,
temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado,
entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com
chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o
mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar
preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa,
antes que comece a vomitar sobre si próprio.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

7 de Outubro

7 de Outubro

Antigamente denominado Dia Nacional das Lamentações.
Sabem porquê?

Era a 7 de Outubro que invariavelmente abriam oficialmente as escolas em todo o País.

As crianças mais pequeninas, sobretudo as que largavam pela 1ª vez as saias da mamã, deixavam rolar pelos seus rostinhos esbranquiçados peço receio, grossas gotas de água.
As mãozitas com dificuldade se soltavam, daquelas que por demais lhes eram familiares e as pernitas não andavam para a frente, mas fincavam-se ao chão, fazendo força no sentido contrário à entrada.

Ainda me lembro, ainda que vagamente desse dia...
Tinha 5 anos, 1 mês e 10 dias.
Com a minha bata preta, colarinho branco e cinto vermelho, entrei, chorei, chorei muito, mas depois até cantei.
A "mademoiselle" assim se chamava então à educadora, sentou-nos e perguntou se alguém conhecia uma canção para ensinar aos outros meninos.
Os menos sufocados pelo choro começaram e eu, ainda a soluçar disse que também queria cantar a "Chiquita Bacana". E ... cantei!
As lágrimas desapareceram e fiquei a gostar muito, mesmo muito do meu colégio.
Fiz lá o meu percurso até aos 17 anos.
Houveram momentos bons, outros nem tanto, sentiram-se justiças e injustiças, momentos de ternura e outros de alguma agressividade e incompreensão, mas ficaram as referências e valores que nos foram incutidos como complemento aos que levávamos de casa.

Ainda hoje, colegas e amigas desse tempo, nos reconhecemos, nos encontramos por vezes e sobretudo guardamos essa magia da nossa juventude.
É uma recordação que quiz partilhar convosco, pois sei que muitos de vós irão recordar também a "sua primeira vez".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

HOMENAGEM AOS MEUS COLEGAS PROFESSORES.

HOJE É O DIA DO PROFESSOR!

Cada dia que passa, um maior número de vozes se levanta contra a educação e os educadores e também muitos educadores reclamam justiça e compreensão para a sua profissão.
Se com calma e ponderação analisarmos cada um dos lados do debate, se calhar poderemos até concluir que dos dois há pontinhas de razão. Mas, atrevo-me a dizer que ninguém pode e quer mudar se sentir invadido o seu espaço e a sua dignidade. E convenhamos que O PROFESSOR, passou a ser persona non grata neste nosso pequenino rectângulo à beira mar plantado.
O PROFESSOR está triste e desmotivado!
Não pelo facto de se mexer nos horários, ou nas progressões ou títulos.
Não por ter que ser avaliado
Não por ter mais trabalho burocrático
Mas sim, pela forma como tudo tem sido imposto e organizado desorganizadamente, em completo desrespeito pela identidade de cada um e até mesmo daqueles que ele tem que educar.
Exige-se igualdade de comportamentos e de acções, quer seja numa escola pequena ou grande, num pequeno centro ou numa cidade,num meio conturbado ou num local tranquilo, numa escola púlica ou privada.
Como é possível?

Como pode um professor ser avaliado em relação à taxa de sucesso dos alunos? e às faltas que os mesmos dão?

Muito gostava de ver algumas das pessoas que "impõem regras" a trabalhar num local cuja população é maioritariamente de etnia cigana por exemplo, que pouco se importa se os filhos vão ou não à escola, se os livros e material escolar entregues no início do ano, estão às vezes uma hora depois a ser vendidos...

Sim, isto passa-se em certas escolas portuguesas.
Quantas vezes, professores e funcionários vão nestes locais buscar os meninos a casa para evitar que faltem, alheios às atitudes menos correctas, aos insultos e por vezes às agrssões ...

Quantas vezes nestes locais se inventam técnicas pedagógicas (naquele contexto), para se conseguir "atrair" o aluno à escola e permitir-lhe que saia preparado para enfrentar pelo menos a vida diária que os espera. Sim porque, perspectivas de futuro e acreditar que ele existe é um conceito a maior parte das vezes inexistente.

Há, como noutra profissão, professores que o não são na realidade, mas creio que à grande maioria deve-se respeito e carinho. Muito se devia fazer, sem deixar de exigir, para que eles se sentissem bem, realizados e com vontade de fazerem mais e melhor.

Para todos o meu abraço de amizade e aos que estão do "outro lado da corda", lembro que não é pelo descrédito que se vai construir a escola e formar os Homens de amanhã.

Para amenizar e em forma de amizade deixo este vídeo carinhoso:

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

HOMENAGEM NO DIA DO IDOSO




Hoje parei para pensar um pouco …

Quando chega a Primavera, as árvores enchem-se de flores, os passarinhos chilream com alegria, abrem-se as janelas das casas e arejam-se os vestuários mais frescos.
Por todo o lado cheira a novo, a fresco, a alegria.

Se entramos numa maternidade, encontramos as paredes brancas ou pintadas de cores suaves e calmas, sobre as mesas jarras com flores campestres ou mais sofisticadas, nas portas dependurados, laços ou botinhas, ora rosa ora azuis, levando-nos a bendizer a chegada da Primavera da Vida, a cada um daqueles espaços.

O tempo passa!

Chega o Outono!
As árvores amarelecem, sem contudo perderem a sua beleza. Os aromas mais quentes lembram-nos os dias invernosos que se aproximam. Junto das lareiras amontoam-se as achas que amanhã aquecerão todos os lares. As pessoas, regressadas das suas férias de verão, deslocam-se rapidamente de um lado para o outro adaptando-se a esta nova estação. Raios, trovões e alguns chuviscos, escurecem por vezes os nossos dias. As roupas mais quentes e escuras saem dos armários.
A melancolia chega, o desânimo toma conta de nós.
Não fora a certeza de que dali a uns tempos o sol voltará, as árvores encher-se-ão de flores e os passarinhos voltarão a cantar e a nossa vida deixaria de ter sentido

Mas entramos num lar de idosos …
O Outono da Vida chegou.
As pernas fraquejam
A audição escasseia
As conversas muitas vezes sem sentido
As vozes ... longínquas, como longe por vezes os filhos, netos e amigos
Só se vêm “folhas” amarelecidas e desgastadas pelo tempo, quase sempre de árvores difrentes.
Os sons são distantes e confusos...
O frio por vezes, difícil de superar...
E contudo a certeza de que a Primavera da Vida jamais chegará.

Este pensamento faz-me parar e pensar.
Não estará em cada um de nós a capacidade de tornar este “Outono” menos sombrio, mais quente e com sentido?

O idoso é a nossa jóia mais rara.
Foi dele que nascemos e com ele aprendemos a viver
Ele é o nosso suporte e a garantia de que ainda somos um pouco crianças

Quando perdemos o último dos nossos idosos
Nesse dia ... quer tenhamos 30, 40 ou 60 anos passamos a ser idosos também
E ... filho és pai serás, o que fizeres encontrarás.

Neste dia INTERNACIONAL DO IDOSO, mudemos.

Façamos de cada um deles a nossa relíquia.
Deixemo-lo sorrir e bendizer os seus dias.
Bebamos as suas experiências
Alegremo-nos com a sua presença.
Aqueçamo-nos no seu abraço
E num beijo muito terno digamos-lhe ao ouvido:
OBRIGADA POR ESTAR AQUI.

domingo, 28 de setembro de 2008

DIA DO CORAÇÃO


Hoje, 29 de Setembro celebra-se em todo o mundo o DIA DO CORAÇÂO.
Vamos ler nos jornais, ouvir nos telejornais, muita gente importante, porventura letrada ou anónima, falar deste assunto.
Vêm aí frases feitas - Grandes chavões
Cuidado com o teu coração.
Vigia a tua tensão...
Não comas doces e gorduras ...
Faz exercício.
Evita o stress ...

É verdade!
Este orgão vital do nosso corpo exige-nos muita consideração.
Mas só porque sem ele a nossa vida terrena não existe?
Só porque se ele pára, nós também parámos definitivamente?

Quantos se lembrarão da sua outra face?
Ele é à casinha dos nossos afectos e das nossas emoções.
É ELE ...
Que bate de forma diferente a cada passo das nossas vidas.
Que se abre ou se fecha quando está perante o amor ou o ódio
Que cresce de cada vez que nos nasce um filho
Que se aperta se estamos em perigo
Que chora de tristeza
E se comove perante a infelicidade.

Porque esta face anda muito escondida
E poucos vêm e sentem o esforço do coração
para ser e fazer-nos feliz
Porque esta face não vem nos compêndios de medicina
E não é tratada por grandes especialistas.
É tantas vezes esquecida. até mesmo ignorada.
É por tudo isso
e ainda pelo que vem nas entrelinhas
Que o Mundo está doente, Muito doente!

Que neste Dia do Coração ninguém se esqueça das regras para o seu bem-estar,
Mas sobretudo
Que todos nós destapemos e demos a conhecer esta face, talvez a mais nobre do nosso coração

Todos viveremos mais e sobretudo mais felizes.
Um abraço
Licas

terça-feira, 23 de setembro de 2008

DIA MUNDIAL DA PAZ



A Paz não devia ter dia.
O dia, esse sim, devia ser a Paz!

Infelizmente a força e intensidade com que pisamos o chão
impede-nos de ouvir o canto sereno da Paz.
O som dos acordes musicais que todo o dia povoam o nosso espírito...
O toque persistente do telemóvel ...
O corre corre nas estradas ...
Os gritos em família ... e no trabalho...
As nossas eternas preocupações ...
As doenças
As tristezas...
As festas ...
Os cinemas ...
Tudo isto numa exagerda medida ...
Faz-nos perder a noção de PAZ.
Mas hoje, pelo menos recordemo-la e vivamo-la intensamente.

Recordemos um poema daquela que foi a MENSAGEIRA DA PAZ E DO AMOR

Madre Teresa de Calcutá

POEMA DA PAZ
O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? O medo.
O erro maior? Abandonar-se.

A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.


A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.

A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.


A estrada mais rápida? O caminho correto.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.

A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.


Vivam em Paz todos os dias das vossas vidas
Um abraço da Paz
Licas

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PARA TODOS VÓS ...

PARA TODOS AQUELES QUE AGORAM INICIAM MAIS UM ANO LECTIVO A MINHA MENSAGEM NAS PALAVRAS DE PAULO GERARDO

"É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam sem saberem se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.

É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.

É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz.

E isso é difícil: não nascemos anjos".


PARA TOOS VÓS O MEU APREÇO
LICAS

domingo, 7 de setembro de 2008

DESAFIO - ESTOU A RECORDAR...

Olá a todos

Quem se recorda do texto que a seguir transcrevo e que foi colocado por mim em Maio de 2008?

"Caros Amigos

Muitos daqueles que se mostraram interessados neste desafio, demonstraram que os prazos previamente definidos comprometiam a sua participação. Uns porque estão com muito trabalho de final de ano lectivo, outros porque têm que estudar ou acompanhar os filhos ...
Ponderei e achei que, para termos mais pessoas envolvidas se devia alargar o tempo de participação.
Assim o tema que abaixo colocarei poderá ser tratado, ao ritmo de cada um, até final de Setembro.

Que dizem?
Estará melhor assim?

Espero desta forma agradar a todos e de todos obter a participação.

O tema será:

A FAMÍLIA - TRANSMISSÃO DE REFERÊNCIAS E VALORES

Com muito carinho fico a aguardar a vossa criatividade.

Um abraço
Licas "

Recordaram-se?

Pois é! está chegada a hora de porem mãos à obra.
Agora ninguém tem desculpa, porque estão de certo mais descansados, após as merecidas férias.

Conto convosco, especialmente aqueles que na altura aderiram:
COR DE MEL
ANJO NEGRO
MEUS NETOS MINHA FORTUNA
RITA MENDES
SANDRA RIBEIRO
TRABALHOS DA SANDRA
LICAS

Um abraço amigo
Licas

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

É HORA DE RECOMEÇO! VAI...

AS FÉRIAS ESTÃO A ACABAR!

É a hora do recomeço, da luta incessante pela vida, da abnegação e do sacrifício.


>


As crianças ensonadas rumam para os infantários à busca do seu imaginário. Quantas vezes levam ainda pela mão o seu amigo invisível,receosos que os de carne e osso não satisfaçam as suas necessidades e mitiguem os seus medos.

Os mais velhinhos, carregam às costas as letras e números com que aprenderão a escrever e a limitar o seu futuro.

Depois ... os adolescentes julgam que já têm o Mundo e transportam a rebeldia, a exacerbada auto-estima, muitas vezes até o desconhecimento do "outro", especialmente se for mais velho.

Entrada na faculdade

ou no mercado de trabalho...

Quanta indecisão, quantos sonhos, quantos receios, quanta esperança...

Para todos os que agora começam, seja qual for o caminho, deixo o meu abraço de incentivo envolto neste poema de Paulo Gerardo:

Vai...

Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.

Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.

Para alcançar a estrela inalcançável.



Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.

Sem quereres saber quão longe ela se encontra;

nem de quanta esperança necessitarás;

nem se poderás ser maior do que o teu medo.

Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.



Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.

Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.

Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.

Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.

Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.

Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.



Para amar com pureza e castidade.

Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.

Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.

Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.

Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.

Para vencer o medo.



Não medirás as tuas forças.

O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.

Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.

Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.

Olharás para tudo com espanto.

Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.



Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.

Para viver daquilo que mata.

Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.

Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.

Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.

Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.



Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.

Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.

Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.

Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.

Uma força que não é tua nos teus braços.

Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.



Para ir mais além.

Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.

Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.

Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".

Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.

Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.

Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.



Para tocar o intocável.

Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.

Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.

Para alcançar a estrela inalcançável.



Este bocadinho de mim, dedico-o como já disse a todos os que começam, mas em especial à LI do "MEU PEQUENO GRANDE MUNDO" ... Ela sabe porquê!

Licas

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

UM SORRISO


Olá Amigas!

Continuo no meu refúgio campestre, mas hoje vim à civilização e aproveito para deixar-vos um olá na forma de dois pensamentos que li na revista da CGD.

Acho-os actuais e bem adequados ao tempo de férias que cada um à sua maneira está a viver.

Com eles fica também o meu abraço.
Volto em breve
Licas

1º Pensamento:

EM FÉRIAS FAZ UM PEQUENO INVESTIMENTO:
DESLIGA A TELEVISÃO,
ESQUECE O COMPUTADOR E FICA A SÓS CONTIGO.
REAPRENDE TIDO AQUILO QUE A VIDA MODERNA OBRIGA A ESQUECER.
INVESTE EM TEMPO PARA TI E OBTEM RETORNOS TÃO ALICIANTES, COMO UM SORRISO QUE TRANSMITE A TODOS OS OUTROS ESSA ALEGRIA DE VIVER.

2º Pensamento:

ENVOLVE-TE NUM INTENSO ROMANCE.
ENAMORA-TE DE TI MESMO PARA QUE POSSAS ESTAR BEM COM OS QUE TE RODEIAM.
COLOCA UM SORRISO NA CARA E ESPALHA-O DE FORMA INDISCRIMINADA PARA DARES LARGA A BONS SENTIMENTOS



Sejam Felizes e continuação de Boas Férias

Licas

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

NUM PULINHO PUS-ME AQUI!

Pois foi!
Num pulinho pus-me aqui, para no meio desta ausência saudar todos os amigos e amigas que comigo e neste "sítio" têm passado algum do seu tempo.

NãO poderia ir-me embora sem postar para vós algo de novo. Achei este texto interessante e por isso vo-lo deixo com toda a amizade.


" Tudo o que faço ou medito

Fica sempre na metade.

Querendo, quero o infinito.

Fazendo, nada é verdade.
(Fernando Pessoa)



Não consigo, tantas vezes, levantar-me da cama à hora marcada. Não tenho sido capaz de me deitar na altura devida. Sei que devia sorrir em certas ocasiões, mas não o faço. Talvez porque não tenha dormido o suficiente.

Deixei de ajudar na cozinha, aproveitando já não sei que situação extraordinária lá em casa, e depois disso deixei passar o tempo sem retomar esse serviço. Passam-se dias e dias antes de que me convença a executar o gesto de engraxar os sapatos. Qualquer dia vou à escola falar com os Directores de Turma dos meus filhos...

Já disse a mim mesmo inúmeras vezes que não tornaria a perder um minuto da minha vida sentado sem um objectivo à frente da televisão. Prometi que estaria disponível para as crianças no pouco tempo que passamos juntos, mas o jornal...

Irrito-me com quem faz alguma coisa mal feita, mas nem sempre acabo com perfeição a tarefa que tenho entre as mãos. Os papéis continuam desarrumados na minha secretária. Guardo em mim pequenos rancores. Há dias voltei a esquecer-me do aniversário do meu irmão.

Fiz algumas aldrabices, talvez suficientemente pequenas para que não se possam chamar mentiras, mas suficientemente reais para que a minha consciência não me ache muito honesto.

Mas, tirando tudo isto, trago em mim todos os sonhos grandes e nobres. Sei exactamente qual é o remédio para a situação do mundo. Gostava de gastar a minha vida para o tornar melhor. Dou óptimos conselhos.

E sofro, mesmo a sério, com os que passam fome. Quereria ir até junto deles e ajudar. Dá-me vontade, às vezes, de pegar em armas e ir batalhar ao lado de homens a quem tiraram as casas e vivem na selva e dormem enrolados em cobertores em noites de geada e lutam contra canhões com espingardas desactualizadas. Ou de ser escudo humano. Ou de me tornar poderoso e fazer a justiça toda que faz falta a este mundo.

Gostaria de abraçar todos os que sofrem. Quereria estar presente no local dos terramotos logo nos instantes seguintes e ajudar a retirar dos escombros gente viva. Sou tolinho - ou lúcido? - como a criança a quem perguntam, pelo Natal, que presentes deseja para o mundo.

Muitas vezes me pergunto de que tamanho sou. Não sei se sou este, ou se sou o outro, o da preguiça e da vida morna.

O poema do início continua assim:

Que nojo de mim me fica

Ao olhar para o que faço!

Minha alma é lúcida e rica,

E eu sou um mar de sargaço.


Um mar de sargaço.

Quando reparo no que faço, sinto-me longe de mim. E tenho pena. Se existe dentro de um homem um desejo elevado e nobre, é porque o homem deve vir a ser do tamanho desse desejo. Será uma tarefa para a vida toda, mas compreendi que corro o risco de nunca passar de um sentimental meio vazio - e de falhar a vida - se deixar a minha nobreza apenas no plano da imaginação; se fugir daquilo que é concreto e óbvio: o relógio, a ordem, o pequeno sorriso, as pessoas ao lado, a verdade inteira...

Está mais construído do que eu aquele que nunca sonhou coisas longe, mas sabe ser grande no pequeno dever de todos os dias, naquilo que está ao alcance da mão.

E vim a descobrir que é belo um homem estar com plenitude no seu lugar, como a peça de relógio que realiza bem a sua função e permite assim que o conjunto funcione. Que essa é, sem dúvida, uma forma de ir longe e colaborar e construir o mundo."

Paulo Geraldo

Até breve
Lucas

quarta-feira, 23 de julho de 2008

HOMENAGEM AOS AVÓS - 26-O7-08

NO DIA EM QUE PERFAZEMOS 39 ANOS DE UM CASAMENTO FELIZ, 15 DIAS DEPOIS DO 1º ANIVERSÁRIO DE UM NETO E NA VÉSPERA DO 5º ANIVERSÁRIO DO OUTRO NETO - DATAS MEMORÁVEIS!




Seis e meia da manhã ...

Avó!
Já é dia... Levanta-te temos o jogo das almofadas.
Lembras-te?
Era o que jogávamos quando eu era mais pequenino.
E tu avô ...
Não vens?

Que risota ... Estou eu a ganhar ...
Já levaste com duas almofadas e eu só com uma.
O avô... Cuidado avô, devagarinho...
Eu ainda sou pequenino.

Pronto!
Podemos ir tomar o pequeno almoço?
Eu quero o leitinho com chocolate e as torradinhas dos meus avós . Pode ser?
Umh!!!! Que delícia!

Já acabei...
Avô - Dás licença?

E o seu beijo ternurento pousa nas nossas faces, leve e puro como a brisa da manhã

Agora vou lavar os meus dentinhos...

Oh AVÔ ... Podemos ir agora construir aquele papagaio de papel?
E o telefone de cordel?

Mas antes AVÓ, dá-me os restinhos de pão para eu deitar na varanda aos passarinhos.

Alhei-os ao cansaço, às dores nas costas, aos problemas da vida, os avós desdobram-se perante esta criança doce, repleta de dinamismo e imaginação

E que tal um banhito na piscina?
Está muito calor...
Eu vou à frente colocar as braçadeiras.

Calma!
Fiquem sossegados eu não saio da pedra longe da àgua até que cheguem à minha beira.

Um pouco de protector...
Sandálias tiradas.

Ah! É verdade AVÓ ... Não te esqueças do lanchinho.

E de tarefa em tarefa, de riso em riso, de história em história, das pinturas aos grafismos, das sestinhas, aos bonecos do canal panda, das regas, à apanha das ervinhas...
Dos porquês, às respostas sábias e compassadas
Da observação das estrelas, ao significado delas enquanto "casa" dos familiares que já partiram para Jesus

Até à oração:
"Anjo da Guarda
Minha companhia,
Guarda a Minha Alma
De Noite e de Dia"

Dita numa voz lenta e ensonada
Os três ... De mão dada
terminamos o dia
Como que a partilhar um segredo:

Amanhã, mesmo daqui por muitos anos
Será sempre o
DIA DOS AVÒS

domingo, 13 de julho de 2008

O VASO CHINÊS

No início desta nova semana vou deixar-vos o texto seguinte.
Deixo-o para todos aqueles que neste momento pensam em interromper uma gravidez com receio de que a criança seja diferente. Deixo-o a todos os Pais que têm um filho com alguns "defeitos".
Deixo-os para os que não gostam de si próprios porque não são perfeitos.
Dedico-o afinal a todos, porque todos saberemos dar-lhe um sentido,uma explicação e conforto.
Boa semana!




O VASO CHINÊS'

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na
extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último chegava sempre
cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até casa, enquanto o rachado
chegava meio vazio.

Durante muito tempo foi assim, com a senhora chegando a casa somente com um
vaso e meio de água.

Naturalmente, o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado
enquanto o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir
fazer só metade daquilo que deveria.

Depois de dois anos, reflectindo sobre a própria amarga derrota de ser
'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: 'Tenho vergonha de
mim mesmo, porque esta fenda que eu tenho faz-me perder metade da água
durante o caminho até a sua casa...'

A velhinha sorriu:

Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do caminho? Eu sempre
soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da
estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto voltavamos, tu regáva-las.

Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a
mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na
minha casa.

Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito que cada um de nós
tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que há de bom nele.'

Portanto, meu 'defeituoso' amigo/a, tem um bom dia e lembra-te de ir regando
as flores do teu lado do caminho... Agradeço-te por todas as flores que já
me deste a colher com isso!!
A MINHA ÚLTIMA CRIAÇÃO PARA A " CASA DOS AVÓS"





O GALINHO COLORIDO

quarta-feira, 9 de julho de 2008

PEGADAS NA AREIA

Verão ...Calor ... Praia ... Areia.
Esta sequência lembrou-me a mensagem que a seguir transcrevo.
Acho-a linda e com muito significado.
O que é mais interessante ainda é que pode ser lida por muitos, reflectida por alguns e muito poucos retirarão dela a mesma lição.

Ela acompanha-me sempre e nela procuro muitas vezes o ânimo e conforto que a vida exige e que às vezes as ciscunstâncias no-lo retiram.
Então parem um pouco ...

UMA NOITE EU TIVE UM SONHO

Sonhei que estava a andar na praia com o Senhor
e na minha frente, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou
diante de nós, olhei para trás, para as pegadas
na areia e notei que muitas vezes, no caminho da
minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiantes da minha vida.

Isso entristeceu-me muito, e perguntei
então ao Senhor.
" Senhor, Tu disseste-me que, uma vez
que eu resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre
comigo, durante a minha caminhada. Porém notei que
nos momentos mais difíceis da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Não compreendo porque nas horas que mais
necessitava de Ti,Tu me deixastes."

O Senhor respondeu me:
"- Meu Irmão. Eu Amo-te e
jamais te deixaria nas horas de provação
e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia, apenas um par
de pegadas, foi exactamente aí que EU,
Te carreguei nos braços...

Nunca desanimem e partilhem conosco.
Beijinhos
Licas

quinta-feira, 3 de julho de 2008

MADDIE - UMA LÁGRIMA !


MADDIE!

Nome tão pequenino e tão badalado.
Que destino tão injusto para uma criança com um rosto lindo e puro.

Tanto se falou...
Tanto se explicou...
Se conjecturou ...
Se sacrificou ...
Se acusou ...
Se inventou ...
Se absolveu
e sobretudo ...
Tanto se ganhou!

Que falsidade!
Que monstruosidade!

O quê?

O QUÊ?

Ainda questionam?
Acham pouco terem sido cortadas as asas a uma menina que ainda mal tinha aprendido a voar?

Quem fez isso?
Porque o fez?
O que vai acontecer agora?

NADA!... NADA, MESMO NADA!

Alguém, num qualquer canto do mundo, escondido ou não atrás de uma máscara, sarcásticamente se ri de todo este circo patrocinado pelo nome e estatuto social de dois desventurados "senhores doutores".

Desventurados porquê??

Por terem ficado sem a filha?
Por terem amealhado e gasto tanto dinheiro?
Por terem "incomodado" com a sua desventura, as altas esfera políticas e religiosas?
Por deixarem recair culpas e pensamentos infundados sobre gente possivelmente inocente?
Por potenciarem o desemprego de todos os que na época trabalhavam no aldeamento da Praia da Luz?~
Por fazerem de idiotas,todos os que choraram e sentiram a sua dor?

Não sei!
Não consigo responder com rigor, honestidade e sentido cristão a estas perguntas.
Apenas uma certeza tenho.

Esses senhores, são realmente desventurados porque vão carregar para sempre o peso da sua incúria, desleixo, egoísmo, falta de capacidade para serem efectivamente pais.

Não me venham com desculpas esfarrapadas.

"Até trouxémos os meninos connosco para férias" ....Dizem eles.
Para quê?
Para os entregarem ao cuidado de terceiros?
Para os deixarem sózinhos com suas insónias, os seus terrores nocturnos, as suas indosposições e medos?
Estes senhores sabiam, ou deviam saber como pais e como médicos que isto é uma realidade.

Enquanto bebiam e se divertiam pensaram alguma vez nas lágrimas vertidas pelas crianças, sobre aquelas almofadas imaculadas pelas quais pagaram uma fortuna, por um curto período de férias?

Mas... pelo contrário, souberam apelar ao mimo, à atenção, ao carinho, à oração, quando sentiram que o destino lhes pregou uma partida.

Desventurados pais!

O caso vai ser encerrado! Não há culpados.

NÃO HÁ CULPADOS?

Pelo amor de Deus!

Só o homicídio, a ocultação de cadáver, a prova provada de uma morte visível, pode culpar alguém?

A justiça dos homens, mais uma vez falhou!

Mas, muitos de nós portugueses, continuamos a mostrar a nossa indignação pelo desaparecimento da pequenina, que um dia nos deixou um nó na garganta.
Só por ela e para ela verteremos a última e sentida lágrima.


Comovidamente Licas

segunda-feira, 30 de junho de 2008

NO RESCALDO DO CAMPEONATO DA EUROPA...




Terminou ontem a grande festa do desporto.
Será que foi festa?
Será que foi grande?
E Desporto, será que foi?

Sempre e cada vez mais me questiono sobre o desporto no mundo. À priori devia ser o ponto de encontro de referências e valores e o espelho bom para a maioria dos nossos jovens.
É isso a que assistimos?
Julgo que não.
Mais ainda julgo que está a tornar-se, sobretudo o futebol, num espelho rachado que reflete imagens distorcidas, fragmentadas, mas coloridas artificialmente para que os mais incautos se deixem penetrar por elas.
Preocupa-me uma histeria colectiva, ridícula e incompreensível que se vive um pouco por todo o lado. Não me refiro à alegria de ver e sentir a selecção do seu país, de cantar em todo o lado e de qualquer maneira o hino nacional,de se dar uso à bandeira nacional, de se ficar preso a um ecrã para assistir ao seu jogo predilecto.

Não, o que me preocupa é o à vontade com que se fala dos ordenados, das vidas de luxo e prazer e das leviandades de certos jogadores e paralelamente se aborda o desemprego crescente no país, o aparecimento de "novos pobres", a ausência de bens essenciais numa grande parte das famílias portuguesas, ou seja, preocupa-me a desiguladade gritante.

Mas, para esta dúvida gostava de uma resposta ...

Porque será que todos, mesmo os mais necessitados, aceitam tão bem, sem críticas nem objecções, os rendimentos destes homens que pisam os relvados, que se esforçam sim, mas que até têm a sorte de trabalharem naquilo que gostam e na profissão que escolheram?
Quando permaneci 10 anos em serviço no bairro do Porto mais problemático sócio-económicamente, ouvia e ainda hoje ouço, as pessoas revoltarem-se contra os vizinhos, os patrões, os governantes por terem o que a eles lhes era vedado, por frequentarem festas e fazerem viagens terem este ou aquele comportamento mais extravagante, mas...ao falarem do jogador A,B ou C, tudo parecia estar certo, tudo se justificava e apreciava

Porquê?

Ah!!!! E ainda...

Porque é que em nome do desporto se esquecem regras elementares de educação e convivência, se utiliza com o maior dos à vontades e em qualquer lugar, o "dicionário das dificuldades", a agressão verbal e física?
Porque é que, para festejar um acontecimento feliz, a conquista de uma taça, se sacrifica a integridade pessoal e colectiva?

Gostava muito de perceber.

Oxalá que um dia, talvez tarde demais, não deparemos com um mundo transformado numa Bola Furada


Sempre atenta
Licas

sábado, 28 de junho de 2008

ESCOLA OU FAMÍLIA A TEMPO INTEIRO???

O texto seguinte dá pelo menos para pensar e se calhar até, podermos tecer sobre ele algumas considerações.

Qual a vossa opinião?

"Por vezes é necessário abandonarmos o carreiro simples, mas estreito, do politicamente correcto e da sabedoria convencional, dos chavões adquiridos, das frases feitas e tentar pensar as coisas de outra forma, olhando-as de um novo ponto de vista.

A Escola a Tempo Inteiro é apresentada como uma grande conquista da acção deste Governo, deste ME, aplaudida pela Confap actual e por diversos opinadores (preo)ocupados com a situação das crianças, cujos pais não conseguem acompanhar devidamente e, por isso, devem ser deixadas mais de 10 horas 'nas mãos' (não gosto da expressão por uma multiplicidade de razões) do(a)s professore(a)s.

É um excelente exercício de spin sobre a admissão clara de um fracasso do Estado Social e a demissão de quem representa as 'famílias' de efectivamente as defender pela via certa que deveria ser a da 'Família a Tempo Inteiro' ou, no mínimo, a 'Família a Meio-Tempo'.

Porque parece que as coisas mudaram de lugar e a lógica se retorceu por completo neste país, nestes tempos. Com que então a Escola a Tempo Inteiro é uma grande conquista social? Porquê?

Não seria antes uma conquista ter-se conseguido desenvolver o país para que as 'famílias' pudessem dispor de condições para estar perto dos seus filhos todo o tempo possível?

Conheço algumas pessoas a trabalhar em países consensualmente tidos como mais avançados do que Portugal, leia-se, Norte da Europa ou mesmo Costa Leste dos EUA.

Curiosamente, nesses países a Escola a Tempo Inteiro, em particular a Pública para os mais novos, não existe em muitas zonas e esse é um sinal do progresso dessas sociedades.

Porquê?

Porque existe uma efectiva protecção social à maternidade, que permite que as mães fiquem - se assim o quiserem - os primeiros anos de vida do(a)s seus(uas) filho(a)s em casa sem perda do posto de trabalho e vencimento. Porque os horários de trabalho são flexíveis, não para obrigar mães e pais a voltar a casa tardíssimo, mas para que possam recolher os seus filhos às 2 ou 3 da tarde, no máximo.

Porque se atingiram estados de desenvolvimento económico e protecção social inimagináveis para nós e que, mesmo em retrocesso, ainda estão muito à nossa frente.

Por isso, a Escola a Tempo Inteiro é apenas algo que se destina a apaziguar as 'famílias' que, cada vez mais, são obrigadas a trabalhar em condições mais precárias e vulneráveis. Que não podem faltar, sob pena de perda do posto de trabalho no final do contrato. Que são obrigadas a cumprir horários incompatíveis com uma vida familiar harmoniosas. Numa altura em que, cada vez mais, as famílias são menos do que nucleares.

A Escola a Tempo Inteiro é um óptimo contributo para todos os empresários e empregadores que defendem a desregulação - pelo abuso - do horário de trabalho dos seus empregados. Se é isso que vai desenvolver o país? Abrindo mais umas dezenas de centros comerciais para as 'famílias' tentarem desaguar as frustrações ao fim de semana?

Quem defende as 'famílias' deveria defender, em coerência com os seus princípios, que o Estado protegesse a vida das ditas 'famílias' a partir da melhoria das suas condições de vida. A defesa da Escola a Tempo Inteiro é a admissão de um fracasso, de uma derrota e não o seu contrário.

Eu, por exemplo, preferia viver num país com horários de trabalho que permitissem que os encarregados de educação dos meus alunos pudessem comparecer na escola num horário de atendimento civilizado e não em reuniões pós-laborais para todos. Gostaria de eu próprio não depender da Escola a Tempo Inteiro se o pudesse evitar.

Mas não. O Portugal Socrático, moderno e tecnológico, é um país falhado, com uma sociedade fragmentada e crescentemente fracturada e desigual. E o projecto democrático europeu dos últimos 20 anos - desde a adesão à CEE que trouxe fundos em forma de chuva grossa e os trará até 2013 - foi um projecto que falhou em tornar um país mais coeso, mais solidário, mais avançado em termos de conquistas sociais, só possíveis se o resto tivesse funcionado. Mas não funcionou. Ou funcionou apenas para alguns. Que são os que têm acesso a uma voz pública em nome do seu sucesso. E que depois palpitam sobre o tudo e o nada, sobre o que conhecem e desconhecem. Que têm serviçais para tratar das coisas chatas como ir buscar os 'puto' à escola. Que só fazem por desfastio, em muitos casos.

As 'famílias' comuns, essas, na sua grande maioria, podem olhar para a Escola a Tempo Inteiro como uma válvula de escape, uma almofada que amortece um maior choque da sua vulnerabilidade, mas é apenas isso mesmo, um estratagema para tornar um pouco mais suportável o que deveria ser visto como insuportável e intolerável.
A Escola a Tempo Inteiro é um projecto de sucesso se assumirmos que entre nós o Estado Social falhou irremediavelmente.
A Família a Tempo Inteiro, isso sim, teria sido uma enorme conquista e a marca do sucesso de um Portugal desenvolvido."

sexta-feira, 27 de junho de 2008

OLÁ, REGRESSEI!

É verdade!
Regressei do tal solzinho reconfortante para os ossos.
Trouxe comigo esta canção de Rui Veloso, bem a propósito dos namoricos de verão...

Estas duas semanas foram de descanso, reflexão e até de avaliação de um ano de trabalho.
Apesar de no princípio o tempo não estar famoso, aproveitei para dar umas braçadas na piscina, apanhar umas tantas ondas ultra-violetas, andar ... andar muito e sobretudo pôr a leitura em dia.
Que bem que me souberam todos estes momentos vividos a dois.

Mas acreditem!
Também senti falta deste espaço.
Falar convosco dá-me alento e entusiasma-me.
Faz-me sentir mais jovem, porque aprendo e partilho alguns dos meus conhecimentos.
Por falar nisso vou recomendar-vos dois livros que acabei de ler: Um, o 1808, de carácter histórico. Conta-nos a partida e estadia da família real no Brasil de 1808 a 1821. É interessante!
Quem ainda acredita em histórias de príncipes e princesas a viverem num grande fausto, cheios de mordomias e com tratamento e higiene VIP, desengane-se ...

O outro um romance de Modignani - A Cor da Paixão - Retrata uma vida de coragem, amor e ódio de uma jovem do nosso tempo.
Leiam! É levezinho, próprio para umas férias na praia ou no mais recôndito espaço rural.

E vós, que me contam?

Um abraço
Licas

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ATÉ BREVE!




Com estas fotografias das nossas praias do Algarve, me despeço.
Vou apanhar um pouco de sol, para tentar melhorar estes ossos que aos poucos me vão fazendo lembrar que já passei bastante verões.

Espero vir mais reconfortada e encontrar as vossas mensagens e comentários.
Fiquem bem e divirtam-se!

Até brave.
Licas