quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

QUE OS NOSSOS VOTOS PERCORRAM O MUNDO INTEIRO



SOMOS UM GRUPO DE BLOGUEIRAS/OS QUE ESCREVEMOS EM CONJUNTO ESTA MENSAGEM QUE ENCERRA OS MELHORES VOTOS PARA 2011.

GOSTÁVAMOS QUE ELES FOSSEM PARAR, SE POSSÍVEL, A CADA UM DOS CONTINENTES, NUMA ONDA DE PAZ, SOLIDARIEDADE E SOBRETUDO AMIZADE.

QUE CADA UM AO LER AS LINHAS QUE SE SEGUEM AS PASSE A OUTROS AMIGOS, E ESTES AINDA A OUTROS ... PARA QUE DE MÃO EM MÃO ATINJAMOS O NOSSO OBJECTIVO.

ÀS PESSOAS QUE NOS RECEBEREM NA EUROPA, ÁSIA, AFRICA, AMÉRICA E OCEANIA, PEDIMOS QUE NOS DÊEM REFLEXO DISSO, PARA QUE TENHAMOS A NOÇÃO DO QUÃO LONGE FOI A NOSSA MENSAGEM.

BOM ANO 2011

lICAS

Está a terminar mais um ano no qual se viveram sonhos, alegrias, tristezas, sorrisos, vitórias, conquistas, desânimos e muito mais.
Foi o viver ao máximo cada momento, para que hoje possamos dizer-lhe adeus com emoção-
É hora de pensarmos no próximo 2011 e
que nele possamos realizar os nossos projetos com saúde e determinação.
O Ano Novo oferece-nos um recomeço e é seguramente uma oportunidade para deixar no passado, tudo o que dele não nos convém, não nos serve ou não nos dignifica. Deitemos então fora tudo o que não presta, tudo o que não queremos na nossa vida.
Tudo o que for possível para reinventar, que o façamos com alegria, projectando-nos no outro, estendendo a nossa mão quente de certezas a quem a tem fria...
E... CORRIGIR OS ERROS, TENTANDO DIA-A-DIA DEPURAR AS QUALIDADES DO SER, PARA QUE O MUNDO... se olhe a si próprio. E agora, Ano Novo, também ano Onze, que és número primo e capicua, escuta: Vou ali acima buscar umas mãos frias, com elas pego nas tuas para o caminhar que nos espera. São doze meses de um andar lado a lado. Não esperes pelo fim para aqueceres as mãos frias, pelo menos amorna-as já!

Não sei se de um primo vem bom casamento, mas como és capicua, diz a gente do meu povo que poderás ser número de boa sorte. Como sou pedaço de povo, embora pequeno, não te peço que a sorte que tenhas para dar seja assim tão grande. Apenas quero que me dês um mundo sem crianças a chorar de fome. Se achas que é pedir muito, ficas já saber que te riscarei do meu calendário, irei procurar outro primo, assim mais ao jeito da gente.
Não queres? Então diz lá como vai ser mas... não te permito deslizes iguais a tantos outros de anos anteriores. Desastres já tivemos muitos. Maus políticos nem é bom falar. Peço-te, encarecidamente que nos tragas a lucidez aos homens e abundância de recursos para mitigar e ... deixarmos a esperança entrar no nosso coração! deixarmos que momentos nos gravem a felicidade, para que quando entrarmos em 2012 digamos adeus a 2011 com saudade! as palavras que escrevemos que continuem a selar a emoção, a emoção com que abrimos os braços ao novo ano que chega como quem deita acima um feixe de espigas, carregando aos ombros um novo tempo por onde o nosso coração vai fazer caminho que queremos bordado por alegrias e que as lágrimas sejam levadas pelo vento
Que deixes os olhos brilharem reflectindo a luz das estrelas, faz com que os lábios sorriam porque os homens conseguiram encontrar o amor, a ternura, a compreensão, a bondade,nascendo como se fossem flores campestres que floriram naturalmente.
E tal como as flores que florescem naturalmente que natural seja o teu "saber" para o saberes distribuir. Que brilhes tanto, que os homens sejam obrigados a fechar os olhos para pensarem, e do seu pensar nasça um mundo novo, com novas fronteiras, tecidas em tecido de esperança e bordadas com linhas de paz. Podem ser debruadas com várias cores que a todos agradem e já agora que sejam rematadas com carinho, que a todos chegue na hora certa, sem medida e sem espera de recompensa. Que todos estejamos abertos a novas amizades, mas que saibamos conservar as antigas, como relíquias intocáveis para que possamos fazer do Mundo um Mundo melhor.
Que as pequenas coisas, como o ódio, a inveja ... sejam paradas no momento do seu nascimento.
Que o perdão e a compreensão superem as amarguras e desavenças e que façamos de cada dia um dia melhor, cheio de sorrisos e de sol, para termos um amanhã diferente.
Os tempos são diferentes! E nós, que acompanhamos os tempos, estamos sujeitos e aprisionados às modas e aos modos de viver e sentir as manifestações de cada época, de cada ano.
Façamos a nossa reflexão no virar de 2010 e estejamos todos cheios de atenções, preocupações e muito humanismo à mistura.
O mais importante é sermos mais nós e estarmos atentos às nossas mudanças, enquanto o mundo muda também.
Que 2011 seja manso no arranhar da dor, farto no amor e abundante na tolerância e na aceitação do frio e do calor, da chuva e da lágrima, do riso e da gargalhada.
Que os nossos sonhos tenham raízes na solenidade deste começo, vivido com distância, discernimento, lucidez para relativizarmos o que é relativo, desdramatizarmos o que é aparentemente trágico e entoarmos a esperança no coral das nossas almas vitoriosas, que se levantam e gritam a uma só voz que está dentro de cada ser humano a força necessária para iniciarem um novo caminho, onde haja perdão, amor, união e um sorriso para todos.
Que o 2011 seja o ano de grandes descobertas interiores, que tenhamos coragem de seguir a nossa intuição, de viver e manifestar aquilo que somos e nos faz feliz e deixar para trás as nossas programações que muitas vezes nos fazem sofrer.
Que 2011 seja o ano do verdadeiro Amor, para sermos capazes de viver em verdadeira união com a nossa essência divina e descobrimos que cada um tem uma missão a cumprir para que um mundo novo renasça mais forte, mais justo,mas que se repitam também no novo ano os momentos de calor, afecto e felicidade que nos aqueceram no ano que acaba.
Num ano(2011) que se prevê muito difícil em Portugal, que haja força
em cada um de nós para superar e ajudar os que estiverem pior que nós. Que seja um ano de luz em nós...Que o branco possa preencher
a nossa alma,para podermos ver essa luz que existe dentro de nós e reconhecermos finalmente que todos somos seres divinos e que todos merecemos ser respeitados e felizes.
Que 2011 nos dê a sabedoria para unirmos a nossa mente ao nosso coração e assim podermos viver mais em função do SER do que do TER, valorizando o que o “velhinho”, com 365 dias, apesar de tudo nos proporcionou de bom. Algumas saudade,s o Ano Velho deixará, por certo; mas o seu substituto, o Ano Novo, tão pequenino, tão frágil, tão necessitado de protecção, precisa ser tratado com muito Amor e carinho, depositando nele a Esperança de que venha a ser o Melhor Ano de Sempre, para o que nos angustia, se possa transformar em alegrias conquistadas com determinação e entusiasmo.
Nem sempre as profecias se cumprem... e, a união faz a força. Se todos remarmos para o mesmo lado, o barco da vida avançará com a mesma tranquilidade de sempre e poderemos então ser mais felizes. Recebermos com os braços abertos e um sorriso nos lábios o novo ano e tratá-lo com toda a delicadeza em cada momento...e que cada momento seja o de um gesto tão simples como o de sermos solidários e fraternos.
Que essa sinceridade nasça pequenina como o ano novo, para que passo a passo, dia a dia, vá fortalecendo as suas raízes onde deverão abundar sabedoria, paciência, determinação, ternura e uma luz renovada que brilhe nos corações dos homens e que a felicidade não paire só no ar, que envolva principalmente as crianças, que estas se sintam permanentemente respeitadas, amadas e cuidadas.
E que o Mundo Informático em todas as suas vertentes, deixe as estradas do desconforto, da má língua, do despudor, da intriga, da inveja e se transforme na Grande Auto-Estrada da Harmonia, da Cultura, da Educação, dos Valores e Bons Costumes.
Que todos nós sejamos os Arautos da Paz e da Consciencialização.


A TODOS UM BOM 2011 Licas, Teresa Hoffbauer, Ná, Acácia Rubra,Manuela Freitas, Carlos Albuquerque, Tité, Gisela,Graça Pereira, Isabel, Maria Teresa, Quica,Mª José Areal, Canduxa, Gabi, Irene, Mariazita, Silenciosamente ouvindo

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E NESTE FIM DE ANO QUE TAL OUTRO DESAFIO?



Pois é Caros/as Amigos/as

Vamos tentar escrever em conjunto o maior e mais quente postal com os votos para o Novo Ano de 2011?

Gostava que aderissem com o mesmo entusiasmo que no Natal, para que no final fizessemos circular esses votos por um grande número de blogs e assim fazermos do Dia 1 , um DIA VERDADEIRAMENTE UNIVERSAL.

Vamos a isso?

Cada um terá apenas que ler os comentários que o precedem e escrever o seu de modo a continuá-los, evitando as repetições.

As frases poderão ser elaboradas, para dar mais corpo à mensagem, mas nunca de forma exagerada.

A última frase deverá ser inacabada para dar a "deixa" à próxima


Eu vou começar e espero sinceramente por vós.


CAROS AMIGOS DO MUNDO BLOG

ESTÁ A TERMINAR MAIS UM ANO NO QUAL SE VIVERAM SONHOS, ALEGRIAS, TRISTEZAS,SORRISOS,
VITÓRIAS, CONQUISTAS,DESÂNIMOS E MUITO MAIS.

FOI O VIVER AO MÁXIMO CADA MOMENTO, PARA QUE HOJE POSSAMOS DIZER-LHE ADEUS COM EMOÇÃO.

É HORA DE PENSARMOS NO PRÓXIMO 2011 E ... (fica para que cada um continue)





TERMINARÁ NO DIA 30 ÀS 18 HORAS, PARA QUE POSSÁMOS PASSÁ-LO PARA "FORA DE NÓS" NO ÚLTIMO DIA DO ANO.


Bom trabalho
Beijocas
Licas

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


“Nesta noite de Natal...

Fecha os olhos,

Faz uma oração

Agradece tudo o que Deus faz por ti, incluindo permitir que acredites na Amizade.

Eu sou uma dessas amigas e por isso estou aqui para desejar-te:

- Feliz Natal e que 2011 seja um ano repleto de sucessos, pessoais, familiares e profissionais. e dizer-te:

No meu presépio, está lá uma cadeira com o teu nome .

Um abraço Amigo

Licas

domingo, 19 de dezembro de 2010

SURPRESA

QUE O ESPÍRITO DE NATAL ENCHA HOJE O VOSSO LAR.
SOBRETUDO O ENCHA MUITÍSSIMO DEPOIS DAS FESTAS E DOS PRESENTES SE IREM


Caros Amigos, Companheiros Blogueiros

Quando todos os dias se cruzam comigo casos gritantes de pobreza, não me sentia com coragem de festejar o Natal esbanjando dinheiro em presentes mesmo que esses fossem adquiridos com todo o carinho para mimar os meus amigos e familiares.

Assim, permiti-me transformá-los em presentes solidários, que mitigassem o sofrimento daqueles que não conseguem sorrir nesta época do Natal.
Contudo para que os meus Amigos e Familiares continuassem a estar presentes no meu pensamento, personifiquei esses PRESENTES SOLIDÁRIOS, com o nome de cada um.

Essa é a razão porque o cartão em anexo tem os vossos nomes ...

CARLOS ALBUQUERQUE - 1º CLASSIFICADO
QUICA - 2ª CLASSIFICADA
CANDUXA E GRAÇA - 3ªS CLASSIFICADAS

TERESA, GISELA, RITA ROSA, TETÉ, ISABEL - DEMAIS CONCORRENTES

MANUELA FREITAS, MARGARIDA, PALAVRAS SOLTAS, MARIA TERESA, MARIAZITA, ROSA MARIA, ISABEL ANDRADE, ACÁCIA RUBRA, ROGÉRIO, GABI, FÁTIMA ANDRÉ - VOTANTES NÃO CONCORRENTES

NOMES ESTES QUE PARTIRAM HOJE PARA MOÇAMBIQUE, LEVANDO CADA UM MAIS UMA MALETA DE MEDICAMENTOS.

Espero gostem e entendam este presente, que, como qualquer outro, vos leva a minha amizade com os Votos de um Santo Natal e que 2011 vos deixe continuar a sorrir, não apenas nesta data, mas nos 365 que o compõem.


Um abraço

Isabel


sábado, 18 de dezembro de 2010

O PRÉMIO

CAROS AMIGOS ...

AGORA CHEGOU A MINHA VEZ.
Com toda a alegria e amizade peço:



Já passaram 24 horas após terem sido conhecidas as votações e eleitos os vencedores.
Todos tivemos tempo para digerir a situação e agora temos que passar à fase seguinte:

PRÉMIOS

Tomei uma decisão e espero que a entendam como mais uma forma de unir "esta família". Pensei que nada melhor do que congregá-los a todos, independentemente do lugar ocupado, em torno de um mesmo objectivo.

É isso que vou fazer, como forma de agradecimento pelo entusiasmo e o carinho com que fui envolvida e para premiar TODOS OS ESTILOS, TODA A CRIATIVIDADE E SENSIBILIDADE.

Junto também aqueles que vieram votar e dar o seu incentivo e entusiasmo à iniciativa.

Esperem por mim amanhã à noite ou 2ª feira pois colocarei aqui a minha surpresa.
Até lá, peço-vos que recolham os vossos certificados de participação. Levem-no, completem-no e coloquem no vosso blog com toda a minha amizade e reconhecimento

LICAS

Mais uma vez o meu apertado abraço

LICAS

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

AQUI ESTÃO OS RESULTADOS!



ALÔ CHEGUEI!

SOU O PAI NATAL E VENHO ANUNCIAR OS TRÊS PRIMEIROS CLASSIFICADOS NO CONCURSO : CONTOS DE NATAL 2010.

Antes de mais parabéns a todos os concorrentes.
Cada um com a sua forma de escrita e com a sua sensibilidade, conseguiu animar este blog e sobretudo provar que estes espaços (blogs) não são como muitos pensam, locais fúteis, de má língua e sem nível.
Quando se quer, a elevação fica patente, a cultura e o bom senso presentes.
Por tudo isto o MEU GRANDE ABRAÇO

Vamos então a saber:

1º lugar: CARLOS ALBUQUERQUE - 94 PONTOS

2º LUGAR: QUICA - 72 PONTOS

3º LUGAR: GRAÇA PEREIRA E CÂNDIDA RIBEIRO COM 52 PONTOS


.


E depois de tudo isto e sem com o que vou dizer a seguir tire qualquer brilho a este momento, gostaria de expressar o que penso...

Será que num concurso como este, é razoável que os concorrentes votem no seu próprio trabalho, sobretudo com a pontuação máxima?

No meu entender tal não deveria acontecer.

Mesmo assim gostava que se manifestassem, pois posso acreditar ser eu que estou enganada.
Fico a aguardar as vossas opiniões, mas sejam quais forem, não gostava que este ponto tirasse o mérito e o sucesso deste concurso e dos seus concorrentes.

Bem-Haja a todos!

LICAS

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caros Amigos

Terminou há cerca de 3 horas a votação para avaliar os Contos de Natal.

Tal como prometi, vou apresentar os concorrentes, associando-lhes o conto apresentado:

CONTO Nº 1 – O SABOR DA NEVE - TERESA MALHEIRO DIAS (PSEUDÓNIO) –
Teresa da ematejoca-ematejoca.blogspot.com/

CONTO Nº 2 – A QUINTA –
LICAS
Isabel da licas-ontemehoje.blogspot.com

CONTO Nº3 – UMA PRENDA DE NATAL –
Isabel do sletras - bc-beblogspotcom.blogspot.com/

4 – CONTO Nº 4 - O PRESENTE
Rita Rosa – vidarteira.blogspot.com

5 – CONTO Nº 5 - CRESCER
Gisela – ospoemasdagi.blogsp

6 - CONTO Nº 6 - A MAIS BELA PRENDA DE NATAL -
1mundocolorido-blogspot.com

7 - CONTO Nº 7 - As BOTINHAS DE NATAL
Graça Carvalho -.zambezianachuabo.blogspot.com

8 - CONTO Nº 8 - O NATAL DA TIA
Téte - pequenoquiproquo.blogspot.com/

9 - CONTO Nº 9 - O SORRISO
Carlos Albuquerque - conversasdaquiedali.blogspot.com/

10 - CONTO Nº 10 - O MENINO JESUS AFINAL, TAMBÉM É AVÔ
Quica - santitatis.blogspot.com

E atribuidos os nomes respectivos, vou procurar rapidamente encontrar os três primeiros classificados.

Antes porém, quero agradecer MUITO todo o empenho e entusismo colocado neste desafio e desejar que cada um continue a vibrar com as diferentes iniciativas e a contribuir para que estes espaços estejam ao serviço da Paz, da Concórdia do Convívio e da Cultura.

Bem-Hajam por terem alegrado o meu blog e parabéns a todos.

Um abraço
Licas

domingo, 12 de dezembro de 2010

10º E ÚLTIMO CONTO

SÃO 10h 29min DO DIA 15/12/2010.
ÀS 14 PESSOAS QUE JÁ VOTARAM AGRADEÇO MUITO
ÀS RESTANTES LEMBRO QUE O PERÍODO DE VOTAÇÃO TERMINA NO DIA 16 ÀS 17H.
APAREÇAM E NÃO SE INFLUENCIEM PELAS VOTAÇÕES UNS DOS OUTROS.




Caros Amigos
Tenho que fazer aqui um reparo, pois em boa verdade este conto é posto a concurso um pouquinho fora de prazo, mas posso explicar.

Há muito eu tinha como mail actualizado o seuinte: isabel.laecabel@iol.pt, mas a dada altura mudei para o actual 44isabelmendes@gmail.com.

A autora deste texto não se apercebeu deste novo mail e enviou o conto para o primitivo, ao qual nunca mais fui.
Alertada para o facto, fui verificar e realmente no dia 6 tinha chegado o referido conto.
Como não quero que ninguém fique de fora e porque tenho a certeza da vossa compreensão, aqui o transcrevo.
Obrigada

10º CONTO - O MENINO JESUS TAMBÉM É AVÔ!

Foi há muito tempo, tanto que alguns pormenores fogem à minha memória, mas o acontecimento que marcou as minhas emoções, esse ficou guardado na minha memória.
Era dia 8 de Dezembro. No Colégio era dia de grande festa, o que queria dizer que haveria doce à sobremesa e chupa à saída do refeitório.
Algumas de nós depois do almoço, teriam as famílias à espera para nos levarem a dar um passeio. Outras, sem tanta sorte, teriam uma tarde diferente. Com um bocadinho de sorte, iríamos ver um filme na sala da televisão. Assim foi! O filme era com a Shirley Temple e contava uma história de Natal!
Eu, no fim dos meus 8 anos, absorvi aquela história cheia de magia, de boas intenções, de corações solidários e de crianças que miraculosamente encontravam família e prendas no sapatinho, com que nem sonhavam...Ainda vejo com os meus olhos das recordações, o casaquinho vermelho que aquela menina da minha idade tinha recebido do Menino Jesus, só porque "pedira com muita vontade, acreditava no Natal e se tinha portado muito bem!"
Aí estava o que eu ia pedir! Um casaco vermelho, com um "garruço" e umas luvas brancas.
Comecei então a fazer o que a menina tinha feito! Primeiro escrevi uma carta ao Menino Jesus, onde pedia o dito casaquinho mais os adereços. Cheia de "acreditações" fui pô-la no presépio que nessa manhã tínhamos feito ao fundo das escadas. Ao lado dela, já estavam outras tantas, cheias de pedidos fervorosos. Prometi ali, aos pés da mãe de Jesus (o Jesus ainda não tinha nascido) que me iria portar muito bem. (até ao Natal, claro) E assim foi.
Portei-me tão bem, que as Irmãs do colégio e mais tarde em casa durante as férias, as pessoas pensavam que eu estava doente, tal era a minha transformação.
Chegou a noite da Consoada e o meu coração já não conseguia aguentar de tanta espera pela prenda que levou àquele comportamento tão "doentio". Havia um grande saco, cheio de prendas, das quais algumas para mim. Mas o dito casaco, não apareceu! Fui para a cama desgostosa e a magicar no que teria acontecido!
Era muito, muito de noite, quando fui por no presépio um bilhetinho, onde perguntava ao Menino Jesus porque é que não tinha tido o "meu presente" se tinha feito tudo o que era preciso! No dia a seguir, para meu espanto, tinha no presépio, uma carta do Menino Jesus! Abri-a com os dedos a tremer e li então que o Menino Jesus não me tinha dado o casaco vermelho, porque já não havia mais tecido vermelho no céu, mas que no natal a seguir, eu seria a primeira a ter um casaco como o que queria!
Mais tarde, no meu quarto, reconheci a letra da carta. Era a letra do meu avô! Compreendi então aqueles segredinhos que andavam pelo colégio... Mas, não disse nada. Guardei a carta que com tanto amor e preocupação o avô escreveu e no Natal seguinte, lá apareceu o casaco, mais o garruço e as luvas.
É uma das recordações mais doces que guardo do Natal, porque me ensinou que há sempre um Menino Jesus ao pé de nós que às vezes tem o nome de Avô, de Mãe, de Madrinha, de Irmã... e que nos faz acreditar que nada é impossível!

OS ÚLTIMOS TRÊS CONTOS A CONCURSO

CONTO Nº 7 - AS BOTINHAS DE NATAL
Era véspera de Natal e a jovem baronesa chegou às portas do Paraíso e bateu altivamente:
-Truz, truz!
Demoravam a atender… por certo não sabiam que era ela! A rainha de todas as grandes estreias, ela a quem os autores das peças ofereciam sempre o melhor camarote como se o sorriso da baronesa fosse um talismã para um grande êxito.
Via a fila engrossar cada vez mais e a porta sem se abrir… Não, não iria esperar indefinidamente na fila das colocações do céu, nem pensar nisso! Ela até trazia uma carta de recomendação…
Bateu de novo:
-Truz, truz!
Finalmente abriram-lhe a porta. Apareceu-lhe um santo com uma barba digna de um cantor de ópera.
Ao acaso chamou-lhe São Pedro – ele trazia consigo um molho de chaves – e explica-lhe o seu caso. Traz uma carta de recomendação consigo e tirando de uma bolsa último grito da moda umas botinhas cor-de-rosa às quais estava preso um sobrescrito lilás imensamente perfumado, entrega-as ao santo.
Todos os natais a baronesa fazia botinhas em lã, mais de cem, para a obra a que dava assistência e tinham-lhe prometido como recompensa uma boa plateia da frente, no céu.
São Pedro examina a botinha que acha perfeita, mesmo amorosa, porém, a fila à porta do Céu tinha aumentado: era a azáfama de todos os natais. Alguns tinham pago bem caro o direito a ter um lugar no céu. Disse à baronesa:
-Tem de esperar mais um pouco… bem vê…
-Com certeza mas só se for num lugar aquecido é que lá fora está um frio de rachar!
São Pedro concordou.
A baronesa ficou num largo corredor onde passavam muitas nuvenzinhas brancas. Um anjinho que rodava à volta dela veio trazer-lhe uma braseira.
-Obrigada lindo bebé, como te chamas?
-Eu sou a alma de uma criança, das muitas para quem a senhora fazia muitas botinhas no Natal.
A baronesa espreitou o largo corredor a ver se São Pedro já a viria atender… Por ali passava um cortejo de virtudes: os santos, os ascetas, os sacrificados com mortificações, aqueles que apresentavam os joelhos gastos pelas orações… Era óbvio que toda aquela gente lhe iria passar à frente…
Com o sobrolho carregado e gestos castigadores, São Pedro entra no corredor e chama o anjo de serviço e diz-lhe:
-Leva a baronesa para o Inferno!
As nuvens brancas abrem-se numa enorme cratera para lançarem a baronesa para o Diabo!
Nisto, vários anjinhos, todas as crianças a quem a baronesa fizera milhares de botinhas e a quem dera assistência na Obra, fizeram uma roda à volta da baronesa que volteava no espaço, tal como numa valsa estonteante…
A baronesa perguntava:
-E agora?
-Estás presa ao céu por milhares de botinhas que tricotavas e oferecias às crianças pobres pelo Natal. É que tudo o que se faz de bom a favor dos outros fica registado no livro da vida e nada se perde.


8º CONTO - O NATAL DA TIAApertou o blusão de cabedal preto e saiu do apartamento. Chovia. Na noite escura e mal iluminada por candeeiros de luz tremeluzente, a figura alta, esguia e vestida de negro de Luisa confundia-se com as sombras. Ao entrar no carro, pousou no banco do pendura o enorme saco que transportava na mão. Não se via vivalma na rua, mas à medida que foi avançando para o centro, a cidade ganhou cor com as lâmpadas coloridas que ornamentavam árvores e postes com os enfeites natalícios. O movimento era praticamente nulo, conduzia lenta e tranquilamente na direcção da casa da tia Magui, relembrando aquela primeira consoada, mesmo decorrida mais de uma década.
Tinha então 14 anos e mal conhecia a tia, que encontrara apenas esporadicamente em criança. Nesse ano, os pais tinham viajado em negócios para Nova Iorque e por lá tinham ficado, para evitar idas e vindas inúteis de avião. Sentia-se acabrunhada, não porque sentisse a falta deles – aliás, nunca celebravam o Natal conjuntamente, nem participava nas faustosas recepções que a mãe promovia, primeiro porque era pequenina, depois porque ia atrapalhar com as suas infantilidades, por último porque era desengonçada – mas porque preferia ter ficado sozinha no seu quarto, como de costume. “Mais vale só...”, repetia para si própria! Comemorar o quê?
Assim, quando Magui abriu a porta encontrou uma adolescente espigada e de cenho franzido, vestida de negro dos pés à cabeça, como se fosse uma carpideira em dia de funeral. Exibindo um sorriso, abraçara-a com emoção: “Há quanto tempo, Luisinha?!” O espanto da rapariga tornou-se evidente, não a reconhecia naquela mulher de aparência tão jovem, mais baixa e roliça do que recordava, envergando uma espécie de sari multicolor, com o cabelo liso e castanho a escorregar-lhe pelas costas. O seu casaco foi prontamente pendurado num bengaleiro sobrecarregado, enquanto era conduzida à sala onde se encontravam outros desconhecidos, que riam e conversavam como se se conhecessem há milénios. Consternada e arrastada pela tia entre os convivas, onde não faltava um gato listado que passarinhava entre todas as pernas, as apresentações sucediam-se, de passagem: “É a Isabel, a vizinha do lado, o primo Zé, a minha amiga Gracinda...” enquanto repetia “é a Luisinha!”. Ela acenava com a cabeça, meio tonta, com a certeza que não se lembraria de nenhum nome, tentando sorrir, vagamente ciente do contraste entre as duas irmãs.
No palacete raramente se ouviam vozes mais elevadas, mesmo em dias de festa - uma eventual casquinada de conveniência, de bom tom. A mãe tinha uma voz de gelo, metálica, mas quase inaudível, mesmo a tratar com a criadagem: “Maria, faça a mala e vá-se embora. Já!” Ou quando se dirigira a ela, ainda há poucos meses: “Uma vez que a menina não tem a mínima noção de cor, faça-me o favor de se vestir sempre de preto, sem ofender o bom gosto de ninguém!” Muito menos qualquer daqueles indivíduos seria convidado a pisar o hall de granito cinza, nem seria a mãe a cozinhar aquele jantar simples mas apetitoso - no cardápio dela só constavam receitas sofisticadas com pomposos títulos afrancesados. Quase conseguia vislumbrar o seu ar de horror e o comentário viperino que se seguiria, na sua voz gélida: “Que fauna... digna de um Zoo!”
À meia-noite, Magui sentou-se no chão junto ao galho prateado que fazia as vezes de árvore de Natal e começou a distribuir os embrulhos que se encontravam debaixo, enquanto chamava um por um todos os presentes, que os abriam com alegria e agradeciam simpaticamente, mesmo desconhecendo o dador. Luisinha ultrapassou o tédio de receber mais uma Barbie de colecção (longe de alguma vez ter brincado com bonecas), mas rebuçados, bombons, bolachinhas e compotas não faltaram, a par de um quadro, um livro e uma camisola de malha vermelha, sem referir as pegas de cozinha em crochet que couberam a todos, supostamente da lavra da vizinha velhota. Só regressou ao palacete vazio no dia seguinte, carregando consigo esses “tesouros”, mas o que guardou na memória foi o Natal mais feliz de sempre!
Agora, tanto tempo volvido, sabia onde a magia do Natal acontecia e onde nunca deixara de voltar. Ao tocar a campainha, o sorriso alegre de Magui já não a surpreendia, nem que a chamasse de Luisinha e o abraço foi inteiramente correspondido. Após pousar o saco no chão, despiu o blusão preto e, exibindo uma camisola vermelha, retirou do bolso um barrete condizente, que pendurou no cocuruto, declarando: “Este ano, o Pai Natal sou eu!” E riram-se ambas, enquanto entravam na sala de braço dado, onde os amigos de sempre as aguardavam...

9º CONTO - O SORRISO (Transpirar de uma memória)

Aumentou o som do gira-discos para que todo o pelotão ouvisse Jingle Bells, naquela véspera da Consoada. Ordenou, de seguida, que verificassem as armas e munições, e distribuíssem a ração de combate pelos bolsos dos camuflados. Ao pescoço pendurou a máquina fotográfica, companheira de andanças, guardadora de memórias.
Com o nascer da manhã, cinzenta e cacimbeira, chegara a ordem para avançarem ao encontro da sanzala à beira da lagoa, bombardeada de véspera por ser tida como abrigo do inimigo. Natal sem presépio seria o seu, vivido a verificar danos, registar baixas infligidas, marcar a sanzala como território vencido e domado.
Ultrapassada a ourela da mata, caminharam separados pelos contornos das árvores, dobrando-os como esquinas cortantes num andar penoso, procurando pisar com cuidado pedaços de chão não estalantes para que o solo se não fizesse ouvir, denunciando-os. Ele ia pensando que este, como todos os outros passos que até ali o tinham levado, mais não eram do que um procurar da inutilidade, de um obstinado e cego adiar do que a História iria escrever.
Chegados, a névoa confundia-se com o fumo que subia da terra queimada, das lavras ardidas, das cubatas em destroços. A paisagem já não era verde, como a deixada para trás, mas turva. Diante dos olhos teve ele, surpreso, gente a chegar do outro lado da lagoa: crianças, mulheres e homens idosos. Vindos de mais atrás, ouviu latidos e cacarejos. Baixem as armas! Ordenou.
Com uma criança pela mão, um dos velhos, quiçá o soba, caminhou, lento e desconfiado, ao seu encontro. Bom dia, disse. Bom dia, respondeu-lhe, perguntando a seguir: onde estão os homens novos? Aqui não tem, já não tem deles faz muito tempo, foram na guerra da guerrilha, anunciou a voz do velho. Na guerra?! Então, velho, o que aconteceu aqui? Aqui, senhor, só nos mandaram bombas, nos queimaram as lavras, secaram a terra e nos fizeram fugir com os cães, os cabritos e as galinhas. Não teve guerra, não senhor. Os soldados de matar só chegaram agora. E mortos? Não tem deles, senhor.
Franziu-se-lhe a testa, entregou-se ao esforço de tentar compreender o que acabara de ouvir. Soldados de matar…!? Nisto estava, com o pensamento querendo correr para longe, quando a criança se soltou do velho e lhe puxou por uma das mãos. Tenho fome, mais velho da tropa, me dá comida. O dizer do menino entrou, turbulento, por ele adentro, fazendo-o cerrar os punhos e levá-los ao peito.
Num repente esvaziou os bolsos, deitando para o chão o que lhe restava da ração de combate. A criança atirou-se a uma embalagem. Pediu-lhe, por gestos, que a abrisse, levou à boca o que dentro dela saiu, trincou e logo fez o mais lindo sorriso, com uma mosca pousada na ranhoca à mistura, que ele alguma vez vira, sorriso acompanhado por um tagradeço amigo! Deste-me o meu presente de Natal, pensou sem o dizer. Guardou o riso na máquina das memórias. À noite dormiu ao relento. No céu apenas brilhava uma estrela com ar de andar à procura, e um fulgor diferente do que era hábito ver-se por ali luzir.
Aquele sorriso transformou em paz a agitação do seu interior, mudou-o para sempre, já não era o que nunca fora nem quisera ser, um soldado de matar, mas um amigo.
Regressado ao aquartelamento o seu pelotão foi autorizado a ajudar na reconstrução da sanzala. Semanas passadas o quimbo ajeitou-se. Reergueram-se as cubatas, os animais regressaram ao seu andar à solta, mulheres e homens idosos estavam de novo entregues ao amanho das lavras, as crianças brincavam, a velhice dos homens voltara a ser aquecida pelo sol, as mandioqueiras voltaram a crescer, bem como o caxinde. O soba podia, de novo, sentar-se à porta da cubata. Pela lama das franjas da lagoa já não corriam pés em fuga. Ele terminou o tempo de andar fardado.
No avião que o levou de regresso à terra da sua casa distante, releu a carta escrita à mulher no dia de Natal. Nela lhe contara a festa de despedida na sanzala da lagoa, e que tinham dado o seu nome a uma mandioqueira. Depois, tirou do bolso a fotografia do sorriso e falou-lhe: tagradeço amigo!

sábado, 11 de dezembro de 2010

MAIS TRÊS CONTOS A CONCURSO

CONTO Nº 4 – O PRESENTE
O presente.
Lembro-me dos dias que antecediam o evento: O sol no quintal, o verde das árvores, o vento delicado bailando as folhas. Mas uma preocupação me entristecia: Por que eu não ganhava presente do papai Noel? A resposta chegou rápido em minha mente infantil. O problema era a chaminé. Na minha casa, simples do interior de São Paulo, não havia uma. Ah, que desejo latente de ter uma em minha sala... E o problema só podia ser este. Percorri minha memória tentando encontrar algum conhecido que tivesse. Mas quem tinha? Seria possível alguém ter uma chaminé em um país tão quente? Pra que? No meu limitado mundo, julguei que chaminé era algo de gente distante, de país longínquo, ou dos filmes de TV. E então, minha amargura tomava grandeza. Sentada no degrau da porta da cozinha, olhando ainda para as árvores do quintal, pensava o quão injusto tudo aquilo me parecia. Havia muitas pessoas como eu... E o que podíamos fazer? Minha mente não se aquietava. Haveria de ter uma maneira de resolver o impasse... Haveria! Eis que meus olhos bravos correm todos os cantos do quintal procurando uma resposta. E logo pousaram arregalados encima do telhado da varanda. Lá estava uma chaminé! Minha mãe, mesmo com tendo fogão a gás, não abandonou o costume de usar o forno a lenha. E logo acima dele, a desejada chaminé. Corri animada para a varanda. E com os olhos arregalados, novamente fiquei intrigada: “Como papai Noel, tão gordinho, passaria por uma chaminé tão magricela? Estava travado o conflito: A voz que dizia que a chaminé era estreita demais e uma outra que dizia que isso era problema do papai Noel. Enquanto as vozes conflitavam, corri feliz fazer a carta revelando o brinquedo que queria. E, logo em seguida, pousei o papel branco entre as cinzas. Bem no fundo, bem na direção do tubo da chaminé. Era melhor facilitar as coisas. A emoção era tamanha que não me preocupei se faltavam muitos dias para a noite natalina. Horas depois, para minha indignação, lá estava a chaminé magricela baforando fumaça. Corri até a varanda, mas era tarde demais. Minha carta já havia sido consumida pelo fogo. Os dias passaram, não quis mais saber dessa coisa de chaminé, de presente. Se papai Noel existisse de verdade, haveria de arrumar outro jeito de me presentear. O natal chegou e passou. Quanto me dei conta, minha mãe arrumava meus irmãos para almoçarmos na casa de uma tia. Era dia 25 de dezembro. A noite especial? Já havia passado. E eu, mal percebi. Foi uma noite como todas as outras. E isso me intrigou muito. Havia algo de errado com as minhas noites natalinas.
Algum tempo depois. Tinha desistido de vez dessa história de ganhar presente. Quando que veio a notícia que meus tios viriam passar o Natal em minha casa, e para comemorar os visitantes, meus pais fariam uma ceia. Sabíamos que não haveria presente pra ninguém, muito menos papai Noel. Mas, mesmo assim, havia algo de mágico no ar. A casa lotada; animada, dez irmãos arrumando-se para algo especial, os primos chegando... Meus pais na cozinha preparando o melhor jantar que podiam. Quanta expectativa. Ao dar meia noite, os gritos dos meus tios de boas festas, os irmãos se abraçando... Felicidade. Somente felicidade. Descobri naquela noite, que a felicidade era o melhor presente que poderia ganhar.

CONTO Nº 5 - "CRESCER..."Foi no natal que eu te conheci, mascaraste-te de anjo e conquistaste-me.
trouxeste à minha vida o amor que julgava não existir; amor de mãe!
mas, afinal tudo não passou de uma desilusão, porque palavras não preenchem o silêncio quando tudo o que queremos é um abraço.
lutei por ti, tanto mas tanto, mas sempre em vão, porque não eras o que dizias.
e num dia em que a chuva caia, e as folhas estalavam quando as pisava, esqueci-te!
esqueci-te, mas fica a ferida da tua desistência; esqueci-te mas fica o medo de acreditar outra vez;
esqueci-te mas lembro-te em cada instante.
agora sigo de cabeça erguida mas com medo de tudo e todos, receio de me magoar.
hoje olho o céu e fecho os olhos, e penso que afinal de algo me serviu... perceber quem realmente me ama,
aprender a dar valor a quem me quer bem, e apesar de tudo nunca deixar de ser eu...
eu sou eu; com uma ferida na alma...


CONTO Nº 6 - A MAIS BELA PRENDA DE NATAL
Acordei sobressaltada com o som do despertador que se recusava a parar. Se calhar queria que acordasse rapidamente mas os olhos recusaram-se a abrir e um bocejar deu a entender que ainda era cedo.
Espreguicei-me, silenciei o despertador e continuei de olhos fechados saboreando o conforto da cama. Lá fora o vento soprava de mansinho, ouvi o barulho do espanta espíritos pendurado no terraço no inicio da Primavera e uma voz interior que teimava em segredar-me uma boa noticia. Oh, estava para breve a entrega da minha prenda de Natal. Aconcheguei a roupa e desejei ter ali a minha mãe com aquele ar bondoso e meigo. O brilho intenso do primeiro raio de sol entrou pela janela do meu quarto acariciando-me o rosto. Acreditei que tinha sido enviado por ela; afinal podia estar ali e no céu ao mesmo tempo. Sorri ao lembrar-me que faltavam apenas 19 dias para celebrar mais um Natal. Vieram-me recordações à memória: gostava do frio do mês de Dezembro, dos nevões que tornavam a minha cidade linda, dos Natais da minha infância onde não faltava o presépio, a missa do galo, o pão do Menino Jesus e o sorriso da minha mãe. Cheiros e sabores misturaram-se harmoniosamente na minha mente conseguindo imaginar cada momento feliz que tinha passado. Para mim o Natal era mágico. Voltei a sorrir acariciando o corpo suavemente sentindo a vida pulsar dentro de mim. Sabia que grandes e novas emoções me esperavam, o coração bateu devagarinho e agradeci aquele novo amanhecer.
Levantei-me a custo, abri a porta do quarto do meu filho e beijei os cabelos dourados que emolduravam o seu rosto lindo e inocente. Parecia um anjo!
Ali estava o ser mais importante da minha vida e agradeci a Deus aquela dádiva maravilhosa. Dois fortes pontapés, no meu ventre, lembraram-me que não era altura para recordações, lembranças de infância com cheiro a bolinhos de jerimú e bolsos cheios de confeitos.
- Tiago, sabes que o maninho(a) está quase a chegar, perguntei?
- Sei, o papá já me disse, respondeu com ar malandreco.
- Estás feliz?
- Sim, já sei que vou ter com quem brincar, mas gostava tanto de ter uma maninha!
Oh mamã, vai ser uma maninha, não vai?
Batia as palmas de contente e um brilhozinho no seu olhar confirmou toda a sua agitação e impaciência…andava assim há já alguns dias.
- Não sei, respondi pensativa. Talvez seja!
Senti que a sua impaciência era grande, tão grande como a minha.
Seria perfeitinho? Seria menino ou menina?
Deixei-o entregue aos cuidados da Tité e prometi voltar em breve.
Eram 13h quando colocaram uma linda menina nos meus braços. Um choro que cessou ao encostar a sua cabecinha ao meu peito, fez-me abrir os olhos. O primeiro olhar, o primeiro beijo, o primeiro abraço tornou-me no ser mais feliz do mundo.
Uma menina!
Estaria a sonhar, estaria ainda adormecida ou estava a viver aquele momento feliz, consciente do que acabava de me acontecer?
Durante toda a gravidez desejei ter uma menina, uma filha de corpo e alma, e ali estava ela encostada ao meu peito, parecendo uma estrelinha brilhante caída do céu. Apertei-a contra o peito com muito amor, sentindo que a partir daquele dia nada seria como dantes. As lágrimas correram pelo meu rosto ainda jovem e agradeci aquele momento único e de rara beleza. Passaram alguns dias e a noite de Natal chegou!
Uma vez mais nos reunimos e naquele ano a menina pequenina, tão linda, serviu de Menino Jesus àquela família numerosa e unida. Estava feliz e sabia que todos celebravam comigo essa felicidade. Este presente Divino, no Natal de 1979, mudou para sempre a minha vida. A nossa ligação foi e é tão forte que hoje, passados 31 anos, olho com amor e gratidão a filha que em breve será mãe.
A vida é um milagre! Um milagre que acontece quando compreendemos que a vida é simplesmente amor.

OS TRÊS PRIMEIROS CONTOS A CONCURSO

Caros Amigos

Tal como prometi, apresento-vos neste 1º post, os TRÊS PRIMEIROS CONTOS, sujeitos à votação.
Podem votar todos os que quiserem, atribuindo 10 pontos ao conto que mais agradar, depois 6 pontos ao seguinte e ao outro 2 pontos.

Colocarei entre hoje e amanhã os 9 contos participantes.
Obrigada!

CONTO Nº1 - O SABOR DA NEVEBrrr! O Inverno, na verdade, chegara cedo naquele ano e mostrava-se com pressa de enregelar as coisas, os animais e as pessoas. Dezembro mal despontava e a neve tomara já posse da cidade. Estendera os seus tapetes de feltro sobre os telhados inclinados das casas e sobre a superfície plana das ruas, cobrira de mantas, ao acaso, as àrvores nuas.
Maria Luís com o seu dufflecoat colado ao corpo, as faces ou o que delas se via, crivadas de flocos de neve, seguia pela avenida de Berlim, em direcção a casa.
— Brr...!
Perto de casa, Maria Luís tropeçou numa enorme pedra escondida sob a neve, e quase ía a soltar uma praga, quando nesse instante, ouviu a voz da sua senhoria.
— O carteiro deixou uma carta para a menina. Sabe, disse ela com um sorriso malicioso, a carta não vem de Portugal, mas sim da Inglaterra.
Ao princípio mostrou-se surpreendida com semelhante carta, mas logo, impelida por uma súbita ideia:
— Oh! É de um amigo português que está a estudar em Londres.
Com efeito, a carta era do Alberto, que anunciava que vinha passar o Natal com ela.
Maria Luís não dormiu em toda a noite. Viu-se no Porto, naquele restaurante barato perto da Escola de Belas Artes. Foi aí, que ela conheceu o Alberto.
Na véspera da Noite de Consoada, a neve invadiu a cidade; blocos de gelo tornaram as ruas perigosas. Eram cinco horas da tarde, quando a Maria Luís chegou à estação, o comboio devia chegar dentro de momentos, porém devido à vaga de frio o tráfico rodoviário era caótico, e os comboios eram afectados por fortes atrasos.
Chateada, sentou-me num banco da gare e passou pelo sono. Sobressaltada, saltou do banco, quando ouviu anunciar a entrada do comboio de que estava à espera.
A figura do Alberto desenhou-se no enquadramento da porta da carruagem e, depois de trocadas as saudaçoes habituais, tomaram um táxi a caminho de casa. Já no táxi, Alberto voltou-se para a companheira com um sorriso e deu-lhe a conhecer o plano dessa noite.
— Em Londres conheci uma jovem pintora alemã, a Heike, que tem um atelier aqui na cidade, e convidou-nos para a visitarmos esta noite. Estás de acordo?
— Pergunta desnecessária, Alberto. Claro que estou de acordo!
O atelier ficava na cidade velha. Não era lá muito grande e apenas iluminado com a luz de velas pretas. Heike de estatura mediana, cabelos e olhos castanhos claros devia ter uns 28 anos. Um amigo dela, o Christian, já se encontrava no atelier quando os dois portugueses lá chegaram. Depois de beberem alguns aperitivos, foram jantar a um restaurante checo.
Ao sairem do restaurante, Maria Luís e o Christian íam numa conversa tão animada, que nem repararam que a Heike o o Alberto tinham ficado para trás. Só muito mais tarde é que deram conta, que os amigos tinham desaparecido. Procuraram nos bares que a Heike costumava frequentar, mas sem sucesso.
Na manhã seguinte, apareceu o Alberto e contou o que lhe tinha acontecido na noite anterior. Ao sair do restaurante escorregou na neve e partiu a cabeça. A Heike levou-o ao hospital mais próximo, onde ficou para observações.
Estavam ambos pálidos e olheirentos. Maria Luís acordara com dores de garganta, dores no corpo e arrepios de frio, síntomes de uma gripe.
— Não temos fome, mas uma canja quentinha reconforta-nos, disse ela dirigindo-se à cozinha.
Ao cair da tarde, apareceu o Anton, um amigo alemão da Maria Luís. Vinha buscá-la para passar a Noite de Consoada com a família dele.
Que podia a Maria Luís responder? Não! Não! Pobre Alberto.
Sentia o coração pesado, mas subitamente egoísta aceitou o convite.
Do que então se passou, não lhe ficou mais do que uma confusa recordação. Lembrava-se com uma precisão nítida das palavras que a mãe de Anton disse ao vê-la:
— A rapariga está a arder. Vou preparar o teu quarto para ela, e tu ficas no quarto de hóspedes. Entretanto, chama o médico de urgência.
Maria Luís melhorou da pneumonia e regressou à sua mansarda nos príncípios de Janeiro. Grata pelos cuidados extremos que a mãe de Anton tinha tido com ela, mandou-lhe um lindíssimo ramo de rosas brancas através da Fleurop, que a deixou arruinada.
Um ano mais tarde, Maria Luís já não era a estrangeira, a estranha, o fruto exótico, que toda a família comprimida à porta da entrada olhava com curiosidade quando chegou lá a casa naquela Noite de Consoada. Maria Luís pertencia agora a essa família.


CONTO Nº2 - A QUINTAEra uma tarde chuvosa e fria de inverno.
Nas instalações de uma instituição de solidariedade social, se por um lado havia toda a alegria e entusiasmo de uma festa de Natal, por outro, numa outra dependência a direcção reunida, dava voltas e mais voltas à imaginação… Era necessário e urgente encontrar um espaço que permitisse recuperar todos os que, viciados no álcool ou nas drogas, iniciaram um processo de cura.
Não podia ser um espaço qualquer… Teria que reunir condições de acolhimento aliadas a outras onde um trabalho tutelado pudesse distrai-los do seu problema e prepará-los para uma vida futura.
De repente a campainha da porta soou. Nem mais estridente, nem mais calma que das outras vezes.
Do lado de fora duas senhoras de meia idade pediam para falar com a direcção.
Não é possível neste momento, pois por um lado decorre a festa de Natal e por outro a direcção encontra-se em reunião – foi a resposta dada às senhoras.
Insistiram e disseram que era muito urgente, uma situação quase de vida ou de morte.
Perante a insistência, a empregada encheu-se de coragem e interrompeu a reunião. Ainda lhe foi dito não ser possível atender as senhoras, mas quando ouviram tratar-se de um assunto tão urgente, o presidente pediu que fizesse entrar as senhoras para o seu gabinete.
De uma forma admirável de educação e humildade as senhoras disseram: - Gostaríamos de pedir licença para oferecer à instituição uma quinta de 2,5 hectares numa aldeia próxima da cidade, com casa de habitação em bom estado de conservação e terrenos prontos a serem lavrados.
O presidente nem queria acreditar no que ouvia …
Mas as senhoras continuaram: - Pedimos desculpa da insistência para que nos atendesse, mas temos a nossa irmã a morrer e ela gostaria de assistir a esta doação. É uma quinta de família que a nós não faz falta e gostaríamos de a ver ser útil a alguém. Está tudo pronto, disseram, para que se concretize a doação. Teremos apenas que marcar o dia.
O presidente muito comovido, acompanhou as senhoras à porta, e prometeu que tão cedo quanto possível daria notícias.
Entrou de novo na reunião e contou o sucedido.
A notícia foi saudada com uma salva de palmas.
Dentro de quinze dias estava tudo pronto para ser assinado o contrato. O notário deslocou-se a casa pois uma das benfeitoras não podia sair. Um ramo de rosas acompanhou a direcção, que foi recebida com a mesma generosidade e humildade.
Oito dias depois, era véspera de Natal e a senhora partia, depois de ver cumprido o seu último desejo.


CONTO Nº 3 – UMA PRENDA DE NATALEra uma vez, num Natal já lá vão muitos anos, uma história verídica, de uma menina que todos os dias ao ir para o colégio passava por uma loja onde se vendiam as coisas mais variadas.
Durante o ano era uma papelaria, recheada de todos os materiais, que nos faziam parar, lápis de cor que dançavam nas caixas coloridas, cheios de vida, papéis coloridos que nos apetecia comprar para os mais variados trabalhos.
Chegando a época natalícia a montra enchia-se de brinquedos (não como agora), mas para os nossos olhos de criança, o pouco que fosse já era muito.

Eis que todas as tardes ao sair do colégio a menina que tinha uma aula de ballet, no regresso a paragem era obrigatória, olhar para a montra e namorar um boneco de olhos azuis que lhe fazia lembrar o azul do céu e ficar não horas, porque não podia, mas largos minutos, aquele era o presente que ela desejava com toda a força, mas era tão caro que não sabia se o Menino Jesus que tinha tantos meninos para satisfazer teria possibilidades de lhe trazer aquele lindo boneco.

O primeiro ano passou, e o boneco não apareceu, a tristeza foi inimaginável, tinha cumprido tudo o que se pedia na altura, tinha-se portado bem, tinha estudado e o boneco continuava lá a olhar para ela, quando passava das suas voltas diárias.
No ano seguinte tudo se repetiu, o boneco voltou à montra da loja mágica e a menina voltou a ter esperança que seria dessa vez que o Jesus a contemplaria com tamanho desejo.
Na noite de Natal com o coraçãozito muito apertado lá se dirigiu à chaminé para pôr o sapatito, na esperança de ver no dia seguinte, tornar-se realidade aquele sonho que lhe invadia todo o corpo de criança, a magia do natal teria que funcionar.
Claro está que o ouvido esteve toda a noite bem sintonizado para a chaminé, porque todos os barulhos eram suspeitos, o frio era muito, custava a destapar a cabeça dos lençois tão cheirosos mas a vontade de conseguir ouvir alguém a descer era mais forte que o frio, o cansaço e a excitação acabava por fazer adormecer as crianças que esperavam ansiosamente pela manhã daquele dia de Natal.
Ainda os pais dormiam e toda a família, e aos primeiros raios de sol,(quando existiam), toda a criançada corria, para finalmente olhar para os presentes tão aguardados na grande chaminé de pedra marmorada, mas para a menina só o boneco bonito a poderia fazer feliz, entre ela e o boneco gerou-se uma cumplicidade tão grande naquela loja que não era possível, o milagre teria que acontecer naquele ano.
Ao longe um embrulho muito grande num papel também lindíssimo, seria o seu boneco?????
E o inexplicável aconteceu, era o Zé como ela na altura lhe chamou.
Nunca mais se separaram, durante anos aquele boneco foi vestido por tias, avós e toda a gente que pudesse, até teve direito a baptizado com fato e tudo, convite das amigas, lanche, com bolos e arroz doce.
FOI UM SONHO TORNADO REALIDADE
E O SONHO FOI TÃO GRANDE E TÃO LONGE QUE O ZÉ AINDA HOJE ESTÁ NA MINHA COMPANHIA.
Não envelhece porque é um boneco, mas os sinais do tempo já se fazem sentir, um dos lindos olhos azuis já abre com com alguma dificuldade, já não diz mamã, mas continua a ser um dos mais bonitos presentes com que algum dia sonhei e que se tornou realidade, e continuará sempre comigo guardado num lugar muito especial

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ABRAM-SE AS PORTAS ...... VEM AÍ O NATAL!

Sao 00h 57min do DIA 10/12/2010 ....
FALTAM APENAS 23horas PARA TERMINAR O PRAZO PARA O ENVIO DOS CONTOS.
ESPERO POR VÓS!





Amigos/as

Está a aproximar-se o Natal, época de recordações, sonhos, solidariedade, alegrias e tristezas.

Proponho-vos um DESAFIO / CONCURSO para que possamos viver esta quadra com maior intensidade e realismo.
Lembrei-me que cada uma de nós poderia escrever um conto subordinado ao tema : “Num Natal este facto ou acontecimento mudou a minha vida”..Este conto, real ou imaginário, deverá descrever uma situação ocorrida algures numa época natalícia, mas essencialmente algo que tenha marcado uma viragem na vida de alguém.

Regras a que deverá obedecer o concurso:

1. Texto escrito numa página A4 (não ultrapassar uma página), em letra Areal 11.

2. Colocar um título no conto.

3. Enviar para o meu e-mail (44isabelmendes@gmail.com ) até ao dia 10 de
Dezembro. (Não aceitarei contos directamente no meu blog, nem após essa data)

4. Após essa data colocarei todos os contos no meu blog, anonimamente, isto é, apenas eu saberei a quem pertencem.

5. Desde a data em que forem tornados públicos e durante uma semana todos os meus contactos (e não apenas os que concorreram ) poderão votar em três contos por ordem de simpatia.

Ao primeiro atribuirão 10 pontos, ao 2º 6 pontos e ao 3º 2 pontos. Essa votação será feita no meu blog ( não aceitarei votações por mail ).

6. Eu poderei concorrer em igualdade de circunstâncias com todos os outros, mas não poderei votar a não ser no final, caso exista um empate. Neste caso e se o meu conto fosse um dos empatados nunca poderia votar nele.


7. Será atribuído por mim um prémio real, ao conto que no final da semana tiver obtido mais pontos e nesse momento será revelado o autor do mesmo.

8. Imediatamente a seguir enviarei o prémio para a morada do concorrente vencedor.

9. Todos os autores serão conhecidos posteriormente.
O 2º e 3º classificados terão prémios virtuais.
A todos será passado um CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO, que eu própria elaborarei.

Agradeço que partilhem com os vossos contactos esta iniciativa para que ela seja de muitos.
Obrigada
Licas

domingo, 21 de novembro de 2010

HÁ SEMPRE TEMPO!


PARA TODOS AQUELES QUE INVOCAM A FALTA DE TEMPO COMO DESCULPA PARA NÃO FAZEREM MUITAS COISAS NA VIDA.
PENSEM ... HÁ SEMPRE TEMPO DESDE QUE QUEIRAMOS
BOA SEMANA
ISABEL

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olharia o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

texto de Mário Quintana

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TENHO NAS MINHAS MÃOS



Tenho nas minhas mãos
dois caminhos
duas decisões
mesmo quando tudo pode desabar
Cabe a mim decidir
entre rir ou chorar
entre ir ou ficar
entre desistir ou lutar

Tenho nas minhas mãos o bem e o mal
e entre eles poucos pensamentos
Um, diz para fazer sem culpa
outro pensa, reflecte
e pede para esperar

Enquanto o mundo se perde
posso manter-me
sereno
sem medo
Porque a chave da minha vida
Tenho-a
Nas minhas mãos


Texto de Paulo Roberto

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

PRESENTES SOLIDÁRIOS

Tenho repensado muito o espírito do Natal e há muito que conclui que ele está completamente desvirtuado. O pensamento mais presente, são as enormes festas, os presentes caros e as corridas constantes e cansativas para compras.
Encontrei já no ano passado uma forma de por ponto final em tudo isto e sobretudo de uma forma cómoda darmos sentido ao verdadeiro Natal.
Junto a nós vive, por um lado, muita gente que precisa do nosso apoio por outro muitos amigos e familiares a quem damos a tal lembrança que tanto nos custou a escolher e que a desprezam porque não gostam ou porque não lhes faz jeito.
Porque não aderirmos ao Projecto Presentes Solidários que a seguir vos dou conta.
Já aderi no ano passado e confirmo a sua credibilidade


Através da Campanha Presentes Solidários 2010, está a contribuir de forma concreta para a melhoria das condições reais de vida de inúmeras famílias dos Países Lusófonos. A sua compra, feita em nome de um amigo, colega ou familiar seu, será um motivo de esperança para a vida de tantos homens, mulheres e crianças que nestes países enfrentam situações adversas a um desenvolvimento justo e sustentado.

Ao comprar um Presente Solidário, o seu dinheiro será entregue aos nossos parceiros no terreno que farão a compra e a entrega dos bens a quem deles mais precisa. Receberá também um postal relativo ao presente que comprou e que poderá oferecer pessoalmente aos seus amigos, colegas ou familiares como um presente seu neste Natal.

Procure mais informações no site http://www.presentessolidarios.pt/:

domingo, 7 de novembro de 2010

PRÉMIO DARDOS

«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras.

Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web».


Recebi este prémio pelas mãos da Teresa do EMATEJOCA AZUL, a quem agradeço a deferência e a sua presença nas nossas páginas, como um marco de cultura, solidariedade e amizade.
Bem-Haja!

Vou com ele tentar agraciar outras amigas que contribuiram de uma forma ou outra para elevar o mundo dos blogs e dos seus assinantes. Farei o convite individualmente em cada blog. Não repetirei aqueles que sei de antemão já terem sido contemplados.

sábado, 6 de novembro de 2010

O CORPO HUMANO COMO NUNCA VIU

Uma exposição tão real que nos deixa a pensar na nossa forma de vida.
Talvez depois de vermos o corpo humano tal qual é, quem sabe se conseguimos alterar o que está mal na forma como vivemos.



Aconselho vivamente, acreditando que a recolha de corpos foi feita de forma legal e ética como é apresentada.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LAIKA


Faz hoje precisamente 53 anos que foi lançado "SPOUTNIK II" tendo a bordo a cadela Laika, primeiro ser vivo a entrar no espaço.

A bordo do satélite encontravam-se aparelhos destinados ao estudo das radiações solares, dos raios cósmicos e da temperatura e pressão dos raios X

A Cadela foi colocada num contentor hermético com ar condicionado e alimentação, a fim de estudar o seu comportamento no espaço interplanetário. Estava planeado que o animal sobrevivesse durante 7 dias, quando começasse a sentir a ausência de protecção térmica, mas afinal Laika durou apenas 7h após o seu lançamento, poe ter ocorrido uma falha no sistema de regulação da temperatura.

Spoutnik II desagragou-se 162 dias depois do lançamento, isto é a 14 de Abril de 1958


LAIKA FOI O PRIMEIRO SER VIVO A VIAJAR NO ESPAÇO E CONCOMITANTEMENTE A PRIMEIRA VITIMA DO MESMO ESPAÇO.

"Les ephémerides"

terça-feira, 19 de outubro de 2010

DÁ.ME O NOME QUE SEMPRE ME DESTE


ALGUÉM QUE AGORA PARTIU ESTÁ A FALAR CONTIGO
Escuta-A

A Morte não é nada

Apenas passei ao outro Mundo

Eu sou Eu … Tu és tu

O que fomos um para o outro ainda o somos

Dá-me o nome que sempre me deste

Fala-me como sempre me falaste

Não mudes o tom da tua voz, a um triste ou solene tom

Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos-

Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou...Sem ênfase, sem rosto de sombra

A vida continua a significar o que sempre significou

O cordão da união não se quebrou

Estarei eu fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vista?

Não estou longe. Sómente estou do outro lado do caminho

Redescobrirás o meu coração e nele a ternura mais pura.

Seca as tuas lágrimas

E SE ME AMAS …

NÃO CHORES MAIS!
( Autor que desconheço )


VAMOS CONTINUAR A CHAMAR POR TI, ISABELITA - ARTISTA MALDITO e prometemos não chorar.

Um forte abraço

0

sábado, 16 de outubro de 2010

FICAREMOS COM A TUA COR

DEUS QUIZ QUE O SEU REINO TIVESSE A PARTIR DE HOJE UM JARDIM COLORIDO PELAS MÃOS DA NOSSA QUERIDA ISABELINHA.

Também um dia eu tive essa alegria!
Foi na Páscoa de 2009, que encontrei este OVO da sua autoria, que tão carinhosamente guardei.




Tive o privilégio de a conhecer pessoalmente e sinto amargura por não tê-la acompanhado mais nesta fase dura da sua vida.
Porque o fiz?
A razão tem razões que a razão desconhece. Perante este estádio da vida deixa de ter importância e apenas resta a saudade e a esperança da compreensão.
Esteve sempre no meu pensamento e nas minhas caladas conversas e hoje curvo-me perante a sua memória e a grandeza da sua alma.

Que Deus te acompanhe Isabelinha.
Nós ficaremos, cada um à sua maneira com o teu sorriso e o teu olhar.

Licas

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



Há alturas em que precisamos esquecer tudo o que os adultos teimam em gritar pelo mundo e ficar atentos à sabedoria e bondade das crianças.
Porque achei deliciosas estas histórias partilho-as convosco para vos fazer sorrir.

1 - Um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso cuja esposa havia falecido recentemente.
Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele e sentou-se simplesmente no seu colo.
Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar.
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2 - Os alunos da professora do primeiro ano Debbie Moon estavam a examinar uma foto de família.
Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos outros. Alguém sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.
Logo uma menina disse:
- Sei tudo sobre adopção, porque eu fui adoptada.
Logo outro aluno lhe perguntou:
- O que significa "ser adoptado"?
- Significa - disse a menina - que tu cresceste no coração da tua mãe, e não na barriga!
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3 - Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.
Jamie queria muito ter um papel na peça da escola. A mãe disse que tinha procurado preparar o seu coração, pois ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papéis foram distribuídos, eu fui com ela buscá-lo à escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhantes de orgulho e emoção:
- Adivinha, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!--------------------------------------------------------
4 - Conta uma testemunha ocular de Nova York:
Num frio dia de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a montra e tremendo de frio.
Uma senhora aproximou-se do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, a olhar essa montra!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao empregado para dar meia duzia de pares de meias ao menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O empregado atendeu-a rapidamente e ela levou o menino para a parte detrás da loja e, ajoelhando-se lavou os seus pés pequenos e secou-os com a toalha.
Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Ela calçou-as nos pés do garoto e também comprou-lhe um par de sapatos.
Depois entregou-lhe os outros pares de meias e carinhosamente disse-lhe:
- Estás mais confortável agora.
Como ela se virou para ir embora, o menino segurou-lhe na mão, olhou o seu rosto com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?

domingo, 3 de outubro de 2010

SEM QUALQUER COMENTÁRIO ...



‘José Régio e o seu burro’ – por Hermínio Felizardo

Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

OBESIDADE MENTAL


Olá Amigas

Estamos no início de mais um ano lectivo!
Desejo a todos os que o vão iniciar os maiores êxitos.

Como toda a aprendizagem e reflexão é importante, deixo-vos esta transcrição.

Interessante, pela forma como aborda um problema tão reflectido por Pais Educadores, pela Sociedade em geral.

Então leiam

A Obesidade Mental


A Obesidade Mental - Andrew Oitke
Por João César das Neves


O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.

Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.

Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.

Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.

Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma "alimentação intelectual" tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.

A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.

Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.

Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de OBESIDADE

O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.

PRECISA SOBRETUDO DE DIETA MENTAL

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UM CHÁ RECONFORTANTE

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010










UM CHÁ RECONFORTANTE


Cheguei hoje mesmo das minhas férias, no local mais reconfortante (para mim ) e onde passei dias inesquecíveis, não apenas com a família, mas com muito amigos que nos fizeram o favor da sua companhia e da sua cordialidade.

Não há dúvida que esta casa,a CASA DOS AVÓS, situada em Abragão, freguesia de Penafiel, tem cumprido a missão para a qual foi criada, há 5 anos atrás.
Sonhamos durante muito tempo com um cantinho rural, onde na calma de um sítio assim, fosse possível recuperar as amizades e o convívio, que durante muito anos perdemos, quando imperativos familiares a isso nos obrigaram.

Tivemos a casa cheia!
Muita confusão, muito trabalho, mas e sobretuso muita alegria e uma vontade imensa de conviver sempre e cada vez mais.

Cheguei cansada mas ...

Outra alegria me esperava ...
Recebi um convite da minha amiga Isabel Cabral da "sletras", para um chá virtual de amizade.

Um chá, seja ele qual for, oferecido com amizade não se recusa e agradece-se

Obrigada Isabel

Toquei à porta
Sentei-me e esperei calmamente até acolher as regras que presidiam a este evento

Por fim aqui estou, cumprindo as regras:

1. Referir quem ofereceu o selo
Isabel do sletras

2. Qual o teu chá preferido.
Gosto muito do chá de limonete e em determinadas alturas do chá preto

3. Quantas colheres de açucar costumas usar?
Não costumo utilisar açúcar

4. Passar o selo a seis pessoas.
Que serão:

As Receitas da Canduxa
Beatriz Francisca
MaMariso
Pó de Estrela
Desabafos D'Alma

Para além destas cinco amigas, há chávenas floridas na minha mesa para acolher todos os que se quiserem sentar e partilhar connosco a alegria da amizade e do convívio
Bem-Hajam
Licas

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

COMO REGRESSAREI????


AS FÉRIAS ESTÃO A ACABAR.

FOI PARA MIM UM PERÍODO DE DESCANSO, CONVÍVIO E REFLEXÃO.

SENTI NECESSIDADE DE REGRESSAR A ESTE CANTINHO, ONDE DURANTE ALGUM TEMPO PARTILHEI

EMOÇÕES E SENTIMENTOS, ONDE APRENDI E JULGO TER DADO ALGO AOS OUTROS.

ESTOU A PENSAR REGRESSAR EM BREVE!

NOS MESMOS MOLDES?????

DE FORMA DIFERENTE???

ESTOU AINDA EM CONVERSAÇÕES COMIGO PRÓPRIA.

DEIXO-VOS COM ESTA MINHA VONTADE E O DESEJO DE UM BOM FIM DE FÉRIAS.

UM ABRAÇO

LICAS

sexta-feira, 18 de junho de 2010

S. JOÃO DO PORTO - ESSA NOITE MÁGICA

No dia 24 de junho festeja-se no Porto e noutras cidades do país, a festa de S. João, em honra de S. João Batista, filho de Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus.
Quando o Anjo anunciou a Maria que Ela seria a Mãe de Jesus, ela foi visitar a sua prima Isabel que estava grávida. Quando lhe deu a notícia a criança exultou no seu ventre ... Assimn se lê no Evangelho de S. Lucas


Mais tarde João Batista, assim se chamou a criança, foi para o deserto anunciar a vinda do Salvador.
Foi por isso o precursor de Cristo e como tal venerado.
Mais tarde foi Mártire

Sabe-se que foi a partir das sílabas iniciais dos versos da primeira estrofe do hino litúrgico em honra de São João Baptista que se formaram os nomes das notas musicais. Veja-se como:
‘’Ut’’ queant laxis ~
´´Re’’ssonare fibris
‘’Mi’’ra gestorum
‘’Fa’’muli tuorum,
‘’Sol’’ve polluti
‘’La’’bii reatum,
‘’S’’ancte ‘’J’’ohannes.
O ut foi depois substituído por dó. O si é constituído pelas letras iniciais latinas de Sancte Johanes (São João: o j lia-se como i).



Sendo uma festa de origem cristã é simultâneamente uma festa pagã que leva às ruas todos ou quase todos os habitantes das cidades numa comunhão de atitudes e tradições que assentam fundamentalmente na ideia de "trazer a sorte" ao amor, à felicidade , à saúde.


Ligam-se aos antigos cultãos pagãos e às "propriedades" das ervas aromáticas, do fogo (traduzidos nas fogueiras), ao orvalho e à agua.

Surgiram muitas tradições de sorte e azar, que dão vida e colorido a estas festas ...

Quem saltar a fogueira na noite de S. João, em numero ímpar de saltos e no mínimo três vezes, fica por todo o ano protegido de todos os males. As cinzas de uma fogueira de S. João curam certas doenças de pele. Para certos males, são benéficos os banhos que se tomem na manhã do dia de S. João, mas antes do Sol nascer. No Porto, os que se tomavam nas praias do rio Douro ou nos areais da Foz, valiam por nove...

As orvalhadas têm a ver com a fecundidade. Uma mulher que se rebole de madrugada sobre a erva húmida dos campos (“...para tomar orvalhadas / nos campos de Cedofeita”) fica apta para conceber. Segundo um conceito antigo as orvalhadas eram entendidas como o suor ou a saliva dos deuses da fertilidade. Uma outra velha tradição assegura que os namoros arranjados pelo S. João são muito mais duradouros do que os que se formam pelo Carnaval “que não vêm chegar o Natal..."

São estas algumas das tradições que tornam mágica esta noite que todos retemos na nossa memória como uma relíquia da infância.




A Todos desejo a ALEGRIA, A JUVENTUDE, A PARTILHA DESTA NOITE PARA SEMPRE A NOSSA NOITE DE S.JOÃO.

Com a Ajuda de:
http://www.culturabrasil.org/sjoaobatista.htm

quarta-feira, 9 de junho de 2010

EU SOU ...








Teresinha
Recebi este selo e mais um desafio, que tiveste o carinho de me enviar.
Trouxe-o e agora vou tentar dizer algo sobre mim.


Sou Filha e nora não rebelde
Sou Mãe
Sou Mulher
Sou Avó
Sou Amiga
Não sou jovem! Os meus cabelos outrora dourados, hoje estão decorados com fios cinzentos.
Os meus olhos azuis, choram de tristeza, mas também brilham por um gesto de amor e ternura.
O meu coração continua aberto à partilha do saber e da vida

Sou Dócil ... por vezes não
Sou Tímida, mas estou sempre presente
Sou Teimosa, mas sei condescender
Sou Atenta, mas por vezes deliberadamente distraída
Sou Gorduchita, mas feliz
Sou Humilde, mas não folha de alface para ser pisada
Sou Anfitriã, mas também visita
Sou Divertida, mas não oca
Canto ... Canto ... Canto, mas por vezes choro!
Sou Patriota e orgulhosa do meu país
Noto-lhe os defeitos, mas seria incapaz de o renegar

Sou!

domingo, 6 de junho de 2010

INJUSTIÇAS ??? PORQUÊ E PARA QUÊ?




Recebi e acolhi com carinho este selo enviado pela Teresa do Ematejoca Azul.

Que bom seria se conseguissemos, cada um de nós. erradicar este mal que se instalou na Sociedade e até nas famílias.
Lutemos por isso!
Dedico-o a todos os que por aqui passarem e que partilhem deste ideal.
Recebam-no com agrado e vejam nele a minha amizade.
Licas

terça-feira, 1 de junho de 2010

UMA HORA DE SAUDADE



Nunca o fiz, mas hoje senti uma imensa necessidade de homenagear estas três raparigas que nas décadas de 40 e 50 fizeram sucesso em Portugal.
São elas Cidália, Milita e Rosária Meireles(Foto acima juntamente com Pedro Homem de Mello)

É verdade! São minhas primas direitas, filhas de um irmão do meu pai.

Em 1943, por sugestão da poetiza Fernanda de Castro (esposa de Antônio Ferro) as irmãs Cidália; Rosária e Milita, que tinham inclinação para o canto, formaram o Trio Irmãs Meireles. Especializaram-se no folclore português, mas também cantavam fox, canções românticas, boleros e músicas norte-americanas. O trio passou a ser ensaiado e dirigido pelo maestro Tavares Belo, que fez vários arranjos vocais. Cantavam com orquestra e “a capela”, uma técnica inusitada na época.
As irmãs harmonizavam suas vozes, cantando e encantando quem quer que as ouvissem. O sucesso foi fatal. Logo chegaram convites para atuarem na Ilha da Madeira, Açores e Espanha.
As Irmãs Meireles foram formadas pelo Conservatório Nacional de Lisboa em “Arte de Representar”. Neste curso estudaram dança, encenação, arte de dizer, etc. O curso teve a duração de quatro anos. Em 1947 o trio é contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro para uma temporada de três meses, depois seguindo para São Paulo, Porto Alegre e outras cidades brasileiras. Tamanho foi o sucesso que alcançaram, que logo foram contratadas para atuarem na Argentina, Chile e Uruguai.
O trio não se limitou a fazer apenas rádio; mas entraram em vários filmes “Aqui é Portugal” - neste filme elas aparecem em várias cenas, vestindo roupa de várias regiões portuguesa e cantando números folclóricos; “Bola ao centro” e “Amor de Perdição”, onde Cidália era a ‘prima antipática’. Milita e Rosária participaram também da película “O diabo são elas”, rodada em Espanha.
Das irmãs, a que teve mais participações em filmes foi Milita. Actuou em “Um homem às direitas”, “Os vizinhos dos Rés-do-chão”, e a co-produção espanhola, “O Diabo são elas”, do húngaro Ladislau Vadja.

BIOGRAFIA GENTILMENTE CEDIDA POR THAÍS MATARAZZO

segunda-feira, 24 de maio de 2010

APRECIE SINTRA E A ... QUINTA DA REGALEIRA



JÁ FOI A SINTRA?

Para além dos travesseiros da Piriquita e do Palácio da Pena que mais visitou?

Aconselho vivamente uma visita à Quinta da Regaleira situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificada Património Mundial pela UNESCO.

"A Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).

A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.

A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.

Por lapso aquando da postagem, esqueci-me de colocar, não apenas o Título, mas a fonte deste texto : tp://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=2907

Do facto fui avisada pela comentadora "MARIA DE FÁTIMA", de quem desconheço qualquer contacto, mas a quem agradeço

Licas

domingo, 23 de maio de 2010

E NEM DE PROPÓSITO

Hoje os filhos e netos de 2,5 e 6,5 anos vieram cá almoçar.
Comeram, brincaram e à saída o mais pequeno, já ao colo do pai, disse:
"Obrigada avó ... A tua casa é tão linda! "

O mais velho segredou-me: "Não fiques com saudades ... 3ª feira chega depressa ( 3ª feira porque é o dia em que vou buscá-lo à escola para ele vir lanchar )

São momentos inesquecíveis que nos fazem reviver.

sábado, 22 de maio de 2010

QUE BEM DEFINIDA A CASA DOS AVÓS


Lembranças da casa dos avósFugir de pequenas regras do dia-a-dia pode ter um sabor especial

Tem coisa melhor que um domingo na casa dos avós? "A casa da vovó é uma casa encantada..." diz o poema de uma criança de nove anos, descrevendo um ambiente mágico, feliz e repleto de sensações prazerosas. O subtítulo do Livro dos Avós, de Lídia Aratangy e Leonardo Posternack, vai além e pergunta: na casa dos avós é sempre domingo?


Sim, é sempre domingo - e feliz! - na casa dos avós. Eles costumam fazer nossas comidas preferidas, nos dão colo e aconchego, contam histórias reais e imaginárias. Talvez, uma das coisas mais importantes que os avós fazem é permitir às crianças serem crianças.

Katia Leite - autora


Avós de ontem e de hoje

Mas nem sempre foi assim. Primeiro, porque chegar a ser avô é uma prerrogativa bastante recente na história da humanidade. Apenas no final do século XIX o crescimento da expectativa de vida da população começou a criar possibilidades de avós que interagissem com seus netos a ponto de conviverem com eles e estabelecerem verdadeiros laços de afeto, companheirismo e respeito mútuo. E mal surgiram, em pouco mais de um século já passaram por uma mudança radical.


Na infância de quem está na faixa dos 40 anos ou mais, avó e avô eram pessoas velhinhas, que usavam óculos, bengala, andavam devagar e tinham cabelos brancos... Mas, quem são os avós de hoje? São pessoas que muitas vezes ainda estão em atividade profissional, que dirigem seus carros, vão às compras, viajam, frequentam cursos, aprendem línguas. Não estão na cadeira de balanço fazendo tricô, nem cochilando à tarde em frente à TV. Estão ativos e cheios de vida!


Mas apesar de tanta mudança acontecendo tão rapidamente, na casa dos avós sempre vai ter um cheiro especial e doce. Porque realmente é onde se pode encontrar a possibilidade de transgressão de algumas pequenas regras do dia-a-dia, que embora bem inofensivas para as crianças, dá a elas a sensação de que estão livres e podem fazer o que quiser! Dentro de critérios de bom senso - e desde que devidamente negociadas com os pais - estas pequenas transgressões são importantes para criar entre avós e netos uma cumplicidade"estas pequenas transgressões são importantes para criar entre avós e netos uma cumplicidade" , uma intimidade criativa e produtiva que deve se concretizar em uma relação verdadeira entre eles. Ao contrário do ditado que afirma que "pais educam e avós estragam", uma saudável relação entre avós, filhos e netos é um importante aliado dos pais na educação dos pequenos.


O que faz da casa dos avós um lugar tão especial:

As comidas tem sempre um toque diferente! Podemos falar de coisas muito simples, que fazem parte da rotina, como aquele bolo diferente ou um almoço de domingo... A comida da avó tem um tempero muito especial. O simples pão com queijo nunca fica igual em casa! Mas o mais gostoso é que as avós sempre fazem questão de esperar seus netos com seu prato predileto!

Geralmente tem brinquedos que parecem infinitamente mais interessantes que os de casa. Jogar bola com avô, pintar ou desenhar com a avó ...
Dormir na casa dos avós é tão gostoso! Sair pra tomar um sorvete no meio do dia, ficar acordado até mais tarde e ver um filme na cama, ouvir história antes de pegar no sono... A quebra de algumas regras rotineiras tornam a experiência muito especial e divertida!
As conversas com avós tem uma conotação diferente. Seja qual estilo de vida eles tenham, provavelmente já desenvolveram a paciência de escutar longos relatos sem pressa e com real interesse. E tem tantas histórias envolventes para contar!

Enfim, casa dos avós é sinônimo de alegria, conforto e prazer. Cultivando esta deliciosa relação, podemos vivenciar momentos que serão lembrados para sempre!