terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

6ª e 7ª HISTÓRIAS


Olá Amigas

Desta vez vou contar-vos, duas histórias alegres, da escola a que me tenho reportado.

História 6
No final do Ano Lectivo, como geralmente acontecia, uma turma do 9º ano com alunos já espigadotes, realizaram uma pequenina festa de despedida dentro da sua própria sala.
Foram convidados, além da DT os outros professores e o convívio desenrolou-se segundo a imaginação da própria turma.
Como sempre e como regra, foi completamente proibido o uso de bebidas alcoólicas no lanche e os alunos não podiam permanecer na sala sem um adulto por perto.
Todos sabemos contudo que os jovens são capazes das maiores artimanhas para conseguirem os seus intentos.
Nessa turma efectivamente entrou álcool disfarçado em garrafas de refrigerantes.
Os professores não se aperceberam e no final uma das alunas estava com uma bebedeira de todo o tamanho. Não estava, nem nada que se parecesse em coma alcoólico, muito pelo contrário manifestava uma euforia e alegria anormal, que punha toda a turma perfeitamente incontrolável.

Tinham, recordo-me bem, começado a usar-se as socas abertas para as raparigas.
A MIÚDA TINHA UMAS CALÇADAS. ERAM AZUIS ESCURAS COM PINTAS VERMELHAS.

Como nada mais conseguíamos fazer dela, telefonamos para casa a informar o estado da aluna.
Disseram-nos que não tinham disponibilidade para vir buscá-la, mas que chamássemos um taxi, déssemos a direcção ao motorista e que lá ficariam atentos à sua chagada.
Nenhum professor quis assumir a responsabilidade de transportar a aluna nestas condições, no seu próprio carro.
Chamamos o táxi e pretendemos introduzir a aluna lá dentro.
Primeiro metemo-la por um lado, saiu de imediato por outro
Depois trancou-se uma das portas, tentámos de novo metê-la dentro, mas de imediato, salta para o banco da frente e retira a chave da ignição e foge.
A nossa sorte foi que ao fugir, largou uma das socas azuis dentro do carro.
Começou então a gritar e a rir-se desenfreadamente pedindo a soca.
Dissemos que tal só aconteceria quando devolvesse a chave do carro.
Continuando a rir, concluiu dizendo:
- Não querem dar-me a soca não dêem! É a maneira de eu levar apenas com uma na cabeça, quando o meu Pai souber que eu apanhei uma piela.

O resto da história …
……..
Já não tem nada de novo.
A aluna acabou por ir no táxi acompanhada por um funcionário que a entregou aos pais.

Mas a cena à porta da Escola era digna de um filme cómico.
O ano 76/77 terminou…

História 7
No ano seguinte continuei a fazer parte do Conselho Directivo, como Coordenadora dos Cursos Nocturnos.

ADORAVA ESTES CURSOS!

Os alunos eram muito heterogéneos. Havia desde empregadas domésticas, trolhas, costureiras, empregadas comerciais e até uma ou duas vezes tive prostitutas.
Portavam-se de um modo geral muito bem nas aulas, entusiasmavam-se com o conteúdo das disciplinas enquanto o cansaço os não consumia, não preparavam as aulas em casa, mas com paciência e uma certa lentidão, a matéria ia sendo dada.

Fazia então parte do corpo docente, um Professor de Matemática, muito competente novo, simpático, muito muito bonito, delicado, de uma grande família do Porto, que fez desencadear nas alunas uma onda de paixonetas (lembremo-nos que eram alunas da noite, já com os seu 18, 19 e até 20 e tal anos).
O professor foi avisado deste facto pelo que se mantinha simpático, calmo, respeitador, compreensivo com o estatuto pesado de trabalhador estudante, mas 100% profissional, mantendo com os alunos as devidas distâncias.

Uma noite estava eu no meu gabinete de trabalho e comecei a ouvir gritos histéricos no polivalente. Pensei ainda que fosse uma explosão de alegria e descontracção, própria de um recreio no final de um dia de trabalho .
Fui-me aproximando ...
De repente fui surpreendida com uma enorme bulha entre duas alunas por causa do dito professor.
Quando tive acesso ao grupo e soube o motivo, deu-me uma das maiores vontades de rir de sempre: Uma das alunas tinha tirado uma molhada de cabelo à outra porque o Senhor Professor lhe tinha dado no teste menos 0,5 valores.
Apesar do inédito da questão lá consegui trazê-las para o gabinete, disse-lhes o que entendi, mas jamais se falaram entre si, nem tão pouco com o professor.

A próxima história será a última das que seleccionei desta minha 1ª escola.
É triste!
Razão porque intercalei estas duas mais joviais e divertidas.

9 comentários:

Teté disse...

Pielas no liceu, fartei-me de ver, ainda antes do 25 de Abril. Especialmente quando chegava o fim do ano e a malta estava com receio de chumbar. Lá iam os rapazes para a taberna mais próxima, apareciam que nem cachos...
Pessoalmente, não achava grande piada, embora eles dissessem ou fizessem imensos disparates.

Quanto à segunda história, nunca vi, mas já me contaram várias de raparigas/mulheres engalfinhadas à conta de uma paixoneta comum. Normalmente colega, mas a dar troco para ambos os lados... Agora por meio valor? No mínimo, é ridículo! Mas, pessoalmente, já me aconteceu outra bem ridícula (que suponho que também já contei lá no blogue). Uma vez dei comigo a consolar uma colega que tinha tido 18 num "ponto", que chorava baba e ranho por uma outra ter tido 19. Eu, tinha tido 4! (foi no ano em que chumbei o 3º, actual 7º).

Mas gostei das tuas histórias!

Beijinhos, Licas!

ematejoca disse...

Que histórias tão divertidas!
Paixonetas nunca tive e ciúmes também não ... mas apanhei uma bebedeira o ano passado perto da Páscoa, no Museu Goethe, depois duma palestra. Talvez, conte a história toda no "ematejoca azul".
O pior é se perco as minhas leitoras....

Boa noite, bom dia - são 5 da manha!

CarlaSofia disse...

Bom dia Licas, gostei muito destas duas histórias, hilariantes.
Beijinho de LUZ

Artista Maldito disse...

Olá Licas

Pois hoje o sol mantém-se e lá vou eu a caminho...

Ai as paixonetas, tenho impressão que são mais desgarradas do que as grandes paixões que são silenciosas e não dadas a espectáculos. Coitado do professor!

Beijinhos
Isabel

Joana Carvalho disse...

Olá Licas!! Hhmm...seria uma boa ideia a que me propôs no seu comentário no meu blog. Em que zona do Porto reside?! Beijinhos

Artista Maldito disse...

Boa Noita Licas

Que dia lindo de sol, eu nem quero acreditar. Deus queira que este tempo se segure.

Até amanhã e beijinhos
Isabel

BC disse...

Licas como já falei consigo hoje venho só dizer par passar pelo Sletas e do lado direito encontra, uns corações especiais para si.
Beijo
Isabel

Artista Maldito disse...

Bom Dia Licas

Hoje trago-lhe o selo ESTE BLOG FAZ A DIFERENÇA, está na minha lapela do lado direito.

E estes dias lindos continuam.

Beijinhos
Isabel

Multiolhares disse...

muitas histórias deves de ter participado, muitas vidas tem passado pelas tuas mãos, estas sãO engraçadas mas nem todas são assim
beijos