
Seis e meia da manhã ...
Avó!
Já é dia... Levanta-te temos o jogo das almofadas.
Lembras-te?
Era o que jogávamos quando eu era mais pequenino.
E tu avô ...
Não vens?
Que risota ... Estou eu a ganhar ...
Já levaste com duas almofadas e eu só com uma.
O avô... Cuidado avô, devagarinho...
Eu ainda sou pequenino.
Pronto!
Podemos ir tomar o pequeno almoço?
Eu quero o leitinho com chocolate e as torradinhas dos meus avós . Pode ser?
Umh!!!! Que delícia!
Já acabei...
Avô - Dás licença?
E o seu beijo ternurento pousa nas nossas faces, leve e puro como a brisa da manhã
Agora vou lavar os meus dentinhos...
Oh AVÔ ... Podemos ir agora construir aquele papagaio de papel?
E o telefone de cordel?
Mas antes AVÓ, dá-me os restinhos de pão para eu deitar na varanda aos passarinhos.
Alhei-os ao cansaço, às dores nas costas, aos problemas da vida, os avós desdobram-se perante esta criança doce, repleta de dinamismo e imaginação
E que tal um banhito na piscina?
Está muito calor...
Eu vou à frente colocar as braçadeiras.
Calma!
Fiquem sossegados eu não saio da pedra longe da àgua até que cheguem à minha beira.
Um pouco de protector...
Sandálias tiradas.
Ah! É verdade AVÓ ... Não te esqueças do lanchinho.
E de tarefa em tarefa, de riso em riso, de história em história, das pinturas aos grafismos, das sestinhas, aos bonecos do canal panda, das regas, à apanha das ervinhas...
Dos porquês, às respostas sábias e compassadas
Da observação das estrelas, ao significado delas enquanto "casa" dos familiares que já partiram para Jesus
Até à oração:
"Anjo da Guarda
Minha companhia,
Guarda a Minha Alma
De Noite e de Dia"
Dita numa voz lenta e ensonada
Os três ... De mão dada
terminamos o dia
Como que a partilhar um segredo:
Amanhã, mesmo daqui por muitos anos
Será sempre o
DIA DOS AVÒS